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Brasil precisa cuidar de quem cuida: desafios e propostas para a política de cuidado

Professora da USP, Nadya Araújo Guimarães, defende políticas que valorizem cuidadores, especialmente mulheres negras, em colóquio sobre a crise do cuidado.

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A professora Nadya Araújo Guimarães, da USP, afirma que o Brasil precisa cuidar melhor dos cuidadores, especialmente das mulheres negras que historicamente desempenham essa função. Durante um evento na universidade, ela destacou que as políticas atuais focam nos beneficiários do cuidado, mas ignoram quem realmente cuida. No Brasil, muitas mulheres negras já trabalham como cuidadoras, mas sem regulamentação, o que complica a situação. Um estudo da Fiocruz mostrou que a formação adequada pode ajudar a diminuir o desemprego entre essas profissionais. Nadya também falou sobre a importância de integrar as políticas de cuidado com educação, saúde e assistência social, ressaltando que o cuidado deve ser visto como uma responsabilidade pública e não apenas familiar. A pandemia mostrou que todos precisam de cuidado em algum momento da vida, tornando urgente a necessidade de apoio a esses profissionais. Ela criticou a falta de regulação e financiamento para proteger os cuidadores e destacou que a Política Nacional de Cuidado precisa ser mais eficaz, oferecendo suporte emocional e financeiro. O desafio é implementar essas ações nos municípios, onde a realidade do cuidado é mais visível.

A professora Nadya Araújo Guimarães, da Universidade de São Paulo (USP), defende que o Brasil deve priorizar o cuidado com os cuidadores, especialmente mulheres negras, que historicamente desempenham essa função. Durante um colóquio na USP, ela destacou a importância de políticas públicas que abordem a “crise do cuidado”, enfatizando que as leis existentes focam nos beneficiários, mas negligenciam os provedores de cuidado.

Nadya explicou que, enquanto em países desenvolvidos a crise do cuidado está relacionada à escassez de cuidadores, no Brasil, mulheres negras já estão inseridas no mercado de trabalho de cuidado há muito tempo. Muitas dessas profissionais atuam sem regulamentação, o que agrava a situação. Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostrou que a formação adequada pode reduzir significativamente o risco de desemprego entre essas cuidadoras.

A socióloga também abordou a necessidade de uma abordagem transversal nas políticas de cuidado, que interligue educação, saúde e assistência social. Ela ressaltou que o cuidado deve ser considerado um bem público, não apenas uma responsabilidade familiar. A pandemia evidenciou que todos, em algum momento da vida, dependem de cuidado, tornando urgente a discussão sobre a estrutura de apoio a esses profissionais.

Por fim, Nadya criticou a falta de regulação e financiamento para políticas que protejam os cuidadores. Ela apontou que a Política Nacional de Cuidado precisa ser mais efetiva, garantindo suporte emocional e financeiro para quem cuida. O desafio é implementar essas ações em nível municipal, onde a realidade do cuidado se manifesta de forma mais intensa.

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