Canais do YouTube ligados à machosfera estão causando polêmica ao espalhar mensagens misóginas e arrecadar dinheiro com isso. Um estudo identificou 137 canais brasileiros que promovem esse tipo de conteúdo, totalizando mais de 105 mil vídeos e uma média de 152 mil inscritos. Aproximadamente 80% desses canais ganham dinheiro através de doações, vendas de cursos e e-books, sendo que em 257 transmissões ao vivo foram arrecadados mais de R$ 68 mil. Um dos canais, chamado “Hackeando a Matrix”, produz conteúdo misógino de forma anônima e já teve mais de 19 milhões de visualizações. Outro influenciador, Thiago Schutz, conhecido como “Calvo do Campari”, vende mentorias e livros, afirmando ter faturado cerca de R$ 2 milhões. Pesquisadores pedem mais controle e punições para esses conteúdos, que violam leis de proteção às mulheres. A advogada Rachel Serodio ressalta que, embora não existam leis específicas contra a misoginia no Brasil, é possível denunciar esses conteúdos com base na legislação existente. O YouTube afirmou que utiliza sistemas automáticos e revisores humanos para identificar material problemático.
Canais do YouTube associados à “machosfera” têm gerado polêmica ao disseminar discursos misóginos e de controle sobre mulheres, arrecadando mais de R$ 68 mil em transmissões ao vivo. Um estudo do Observatório da Indústria da Desinformação e Violência de Gênero nas Plataformas Digitais identificou 137 canais brasileiros que promovem esse tipo de conteúdo.
Esses canais, que somam mais de 105 mil vídeos e têm, em média, 152 mil inscritos, utilizam monetizações como doações, venda de cursos e e-books. Aproximadamente 80% deles adotam pelo menos uma forma de monetização, com transmissões ao vivo sendo as mais lucrativas. Em apenas 257 lives de oito canais, foram arrecadados mais de R$ 68 mil.
Um dos canais analisados, “Hackeando a Matrix”, produz conteúdo misógino de forma anônima, com mais de 19 milhões de visualizações. O autor, que não revela sua identidade, afirma que seu objetivo é “abrir os olhos dos homens”. Outro influenciador, Thiago Schutz, conhecido como “Calvo do Campari”, vende mentorias e livros, alegando ter faturado cerca de R$ 2 milhões.
Pesquisadores pedem maior monitoramento e sanções para esses conteúdos, que violam tratados internacionais e a Lei Maria da Penha. A advogada Rachel Serodio destaca que, embora não existam leis específicas contra a misoginia no Brasil, os conteúdos podem ser denunciados com base na legislação de proteção à mulher. O YouTube afirmou que utiliza sistemas automáticos e revisores humanos para identificar material suspeito.
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