O deputado Paulo Fiorilo protocolou uma reclamação no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo contra o deputado Capitão Telhada. A ação é por causa de uma homenagem feita por Telhada ao médico Milton Seigi Hayashi, que foi condenado por estupro de vulnerável em 2024. A cerimônia ocorreu no final de março, quando Hayashi recebeu a Medalha Cinquentenário das Forças de Paz do Brasil. Fiorilo argumenta que homenagear alguém condenado por um crime grave mostra falta de responsabilidade de um agente público e pede a perda do mandato de Telhada por quebra de decoro parlamentar. A Alesp esclareceu que o evento foi organizado pela Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz e que a honraria não é oficial. A ABFIP disse que não sabia da condenação de Hayashi e começou uma investigação sobre sua conduta, que pode levar à cassação da homenagem. Hayashi foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão, mas está recorrendo da decisão. A situação gerou discussões sobre a responsabilidade dos parlamentares ao homenagear pessoas com histórico criminal.
O deputado estadual Paulo Fiorilo (PT-SP) protocolou uma representação no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) contra o deputado Capitão Telhada (PP-SP). A ação se deve à homenagem feita por Telhada ao médico Milton Seigi Hayashi, condenado por estupro de vulnerável em 2024. A cerimônia ocorreu no final de março, quando Hayashi recebeu a Medalha Cinquentenário das Forças de Paz do Brasil.
Fiorilo argumenta que a homenagem a um condenado por crime grave demonstra falta de cuidado por parte de um agente público. O ofício solicita a perda do mandato de Telhada por quebra de decoro parlamentar. A Alesp, por sua vez, esclareceu que o evento foi organizado pela Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz (ABFIP) e que a honraria não é oficial.
A ABFIP informou que não tinha conhecimento da condenação de Hayashi e iniciou um procedimento interno para investigar sua conduta. Essa apuração pode levar à cassação da homenagem recebida. A Alesp enfatizou que a responsabilidade pelo evento é da associação, que apenas utilizou o espaço do Parlamento a pedido de Telhada.
O médico Milton Seigi Hayashi foi condenado a 16 anos e 4 meses de reclusão, mas recorre da decisão no Superior Tribunal de Justiça. A situação gerou repercussão e levantou questões sobre a responsabilidade dos parlamentares ao homenagear indivíduos com histórico criminal.
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