Representantes de povos indígenas do Brasil e do Peru se reuniram em Brasília entre os dias três e oito de abril de 2025 para pedir apoio contra a construção de duas rodovias que ameaçam seus territórios na Amazônia. Eles estão preocupados com os danos ao meio ambiente e o aumento da criminalidade na região. Um estudo mostrou que 33,7% da Amazônia Legal já tem facções criminosas atuando, e desde 2013, 36 líderes indígenas foram assassinados. Durante a reunião, os indígenas se encontraram com autoridades de vários ministérios e pediram a rejeição de uma rodovia que ligaria Cruzeiro do Sul, no Acre, a Pucallpa, no Peru, passando pelo Parque Nacional da Serra do Divisor. Além disso, eles tentam impedir a expansão ilegal da estrada UC-105 no Peru, que já se estendeu por 1.012,45 km desde 2016. O presidente da Organização Regional Aidesep Ucayali afirmou que esse projeto prejudica as comunidades locais e atende a interesses externos, sem ouvir os povos indígenas.
Representantes de povos indígenas Ashaninka, Yawanawá e de outras doze etnias do Brasil e Peru se reuniram em Brasília entre os dias três e oito de abril de 2025. O objetivo foi buscar apoio para barrar a construção de duas rodovias que ameaçam seus territórios na Amazônia. As comunidades expressam preocupações com os impactos ambientais e o aumento da criminalidade na região.
Um estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela que 33,7% da Amazônia Legal já enfrenta a presença de facções criminosas. Desde 2013, ao menos 36 lideranças indígenas foram assassinadas na área. Os indígenas denunciam a ausência do Estado, que facilita a atuação de grupos criminosos, aumentando a insegurança nas fronteiras.
Durante a reunião, os representantes se encontraram com autoridades dos Ministérios das Relações Exteriores, Justiça e Segurança Pública, e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Eles pedem a rejeição definitiva da proposta de uma rodovia entre Cruzeiro do Sul, no Acre, e Pucallpa, no Peru, que atravessaria o Parque Nacional da Serra do Divisor, uma importante área de conservação.
Além disso, a comissão busca impedir a expansão ilegal da estrada UC-105, no Peru, que já alcançou 1.012,45 km desde 2016. O presidente da Organização Regional Aidesep Ucayali, Jamer López, destacou que o projeto ameaça as comunidades locais e favorece interesses externos, sem considerar a participação dos povos indígenas.
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