O presidente Lula ainda não decidiu quem serão os dois novos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) após quase seis meses de espera. As listas com os candidatos foram formadas em outubro de 2023, após as aposentadorias de duas ministras. A escolha está parada por causa de disputas políticas e pressões de diferentes grupos. Entre os favoritos estão a procuradora Maria Marluce Caldas Bezerra e o desembargador Carlos Pires Brandão. A candidatura de Marluce é complicada por sua relação familiar com um político influente, enquanto o governador de Alagoas apoia outro candidato. Além disso, a questão de gênero está em pauta, já que Lula e a primeira-dama querem garantir a presença de mulheres no Judiciário. Apesar da demora nas nomeações, Lula fez uma indicação rápida para o Superior Tribunal Militar, escolhendo uma mulher, o que foi visto como uma tentativa de evitar críticas sobre a possibilidade de indicar apenas homens para o STJ. A indefinição continua enquanto Lula tenta resolver os conflitos em torno das nomeações.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ainda não decidiu sobre os dois novos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), após quase seis meses de indefinição. As listas tríplices foram formadas em outubro de 2023, após as aposentadorias de Laurita Vaz e Assusete Magalhães. A escolha está paralisada devido a disputas políticas e pressões de diversos grupos.
Entre os favoritos, estão a procuradora de Justiça de Alagoas, Maria Marluce Caldas Bezerra, e o desembargador Carlos Pires Brandão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A candidatura de Marluce é complicada por sua relação familiar com o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, aliado de Arthur Lira, presidente da Câmara. O governador de Alagoas, Paulo Dantas, apoia Sammy Barbosa, procurador do Acre, como alternativa.
A questão de gênero também influencia a decisão de Lula, que já expressou preocupação com a falta de diversidade no Judiciário. A primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, defende a escolha de pelo menos uma mulher para o STJ. As listas incluem mulheres, mas a pressão por uma escolha feminina permanece alta.
Apesar da demora, Lula fez uma indicação rápida ao Superior Tribunal Militar (STM) em março, escolhendo a advogada Verônica Sterman. Essa escolha foi vista como uma tentativa de mitigar críticas sobre a possibilidade de indicar dois homens para o STJ. A indefinição continua, enquanto o presidente busca resolver os conflitos internos e externos que cercam as nomeações.
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