Cinco brasileiros condenados por envolvimento nos ataques de 8 de janeiro de 2023 estão presos na Argentina, onde aguardam pedidos de extradição e pedem refúgio. Eles relataram ao UOL que as condições nas prisões são ruins, com falta de cuidados médicos, alimentação insuficiente e ameaças de morte. Wellington Luiz Firmino, um dos presos, disse que as condições na carceragem de Jujuy eram piores do que na Penitenciária da Papuda, em Brasília, e que agora, no Complexo Penitenciário de Ezeiza, ainda enfrenta problemas de saúde sem atendimento. Rodrigo Ramalho, outro detento, também reclamou da falta de cuidados médicos após se machucar e não conseguir fazer exames. Ana Paula de Souza, a única mulher do grupo, afirmou que sofre ameaças e não recebe tratamento para sua saúde, além de ter sido roubada na prisão. Os advogados dos detentos afirmam que a situação nas prisões argentinas é crítica, mas a Promotoria defende que há provas dos crimes cometidos pelos brasileiros. O governo e o Judiciário argentinos não comentaram as queixas.
Cinco brasileiros condenados por envolvimento nos ataques golpistas de oito de janeiro de 2023 estão presos na Argentina, onde aguardam pedidos de extradição e solicitam refúgio. Os detentos relataram ao UOL condições precárias nas prisões, como falta de cuidados médicos, alimentação insuficiente e ameaças de morte.
Wellington Luiz Firmino, um dos presos, afirmou que as condições na carceragem de Jujuy eram piores do que na Penitenciária da Papuda, em Brasília. Ele descreveu a cela como uma “solitária” sem banheiro adequado e com pouca higiene. Atualmente, Firmino está no Complexo Penitenciário de Ezeiza, onde divide uma “residência” com outros brasileiros, mas ainda enfrenta problemas de saúde sem atendimento médico.
Rodrigo Ramalho, outro detento, também relatou a falta de cuidados médicos após sofrer uma lesão no joelho. Ele afirmou que não recebeu atendimento adequado, nem mesmo para exames de raio-x. Ana Paula de Souza, a única mulher do grupo, disse que enfrenta ameaças de morte e não recebe tratamento para sua condição de saúde, além de ter sido roubada dentro da prisão.
Os advogados dos detentos alegam que a situação carcerária na Argentina é crítica, com muitos presos sem assistência médica. A Promotoria argentina, por outro lado, defende que há evidências suficientes dos crimes cometidos pelos brasileiros, que fugiram do Brasil após serem condenados. O governo argentino e o Judiciário não se manifestaram sobre as queixas dos detentos.
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