Investigadores encontraram prisões secretas perto do aeroporto de Dhaka, onde opositores do governo de Sheikh Hasina foram mantidos em condições desumanas. Relatos de tortura e um sistema de repressão foram revelados após a queda do governo em agosto de 2023. Mir Ahmad Bin Quasem, um crítico do governo, passou oito anos em uma dessas celas e descreve a experiência como “sentir-se enterrado vivo”, sem luz natural. A Rapid Action Battalion, uma unidade de elite, estava envolvida nas detenções, supostamente sob ordens de Hasina. O procurador-chefe do Tribunal de Crimes Internacionais de Bangladesh, Tajul Islam, afirmou que os desaparecimentos forçados foram autorizados pela primeira-ministra. Mais de 700 celas foram identificadas em todo o país, e um número crescente de vítimas está se apresentando para relatar abusos. Ex-detentos, como Iqbal Chowdhury, vivem com medo constante de represálias e desejam deixar o país. A situação atual em Bangladesh levanta preocupações sobre a possibilidade de um julgamento justo para os responsáveis pelas violações de direitos humanos.
Investigadores descobriram prisões secretas nas proximidades do aeroporto de Dhaka, onde opositores do governo de Sheikh Hasina foram mantidos em condições desumanas. Relatos de tortura e um sistema de repressão sistemático emergiram após a queda do governo em agosto de 2023.
Mir Ahmad Bin Quasem, um crítico do governo, passou oito anos em uma dessas celas. Ele descreve a experiência como “sentir-se enterrado vivo”, sem acesso à luz natural. As investigações revelaram que a Rapid Action Battalion (RAB), uma unidade de elite, estava envolvida nas detenções, supostamente sob ordens diretas de Hasina.
O procurador-chefe do Tribunal de Crimes Internacionais de Bangladesh, Tajul Islam, afirmou que as desaparecimentos forçados foram autorizados pela primeira-ministra. Alega-se que mais de 700 celas foram identificadas em todo o país, com um número crescente de vítimas se apresentando para relatar abusos.
Ex-detentos, como Iqbal Chowdhury, expressam medo constante de represálias. Chowdhury, que foi torturado, teme por sua segurança e deseja deixar o país. A situação atual em Bangladesh levanta questões sobre a possibilidade de um julgamento justo para os responsáveis pelas violações de direitos humanos.
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