A Justiça de São Paulo anulou a decisão que obrigava uma galeria de arte a pagar R$ 188 mil a Abílio Diniz e sua esposa, Geyze Diniz, por vender quadros que supostamente eram falsos do artista Alfredo Volpi. A desembargadora Cristina Zucchi apontou que não havia provas suficientes sobre a autenticidade das obras e questionou a imparcialidade do laudo pericial, já que o assistente técnico do perito estava ligado ao Instituto Alfredo Volpi de Arte Moderna, que já havia declarado as obras como falsas. Zucchi também afirmou que a filha do artista, Eugênia Volpi, é a pessoa mais indicada para autenticar os quadros. Além disso, mencionou a necessidade de investigar um documento que supostamente atestava a autenticidade de uma das obras, pois havia inconsistências nas datas. Com a anulação, novas etapas de instrução serão feitas, incluindo a análise das obras por Eugênia e a elaboração de um novo laudo pericial.
A Justiça de São Paulo anulou a sentença que condenava uma galeria de arte a indenizar Abílio Diniz e sua esposa, Geyze Diniz, por vender quadros supostamente falsos de Alfredo Volpi. A decisão anterior estipulava um pagamento de R$ 188 mil por danos morais e materiais. Ambas as partes recorreram da decisão.
A desembargadora Cristina Zucchi apontou a falta de provas conclusivas sobre a autenticidade das obras e questionou a imparcialidade do laudo pericial. O assistente técnico do perito judicial, ligado ao Instituto Alfredo Volpi de Arte Moderna (IAVAM), foi considerado potencialmente parcial, pois já havia declarado a falsidade das obras.
Zucchi também destacou que a filha do artista, Eugênia Volpi, é a pessoa mais capacitada para autenticar os quadros. O relatório mencionou a necessidade de um “incidente de falsidade documental” devido a inconsistências nas datas de um documento que supostamente atestava a autenticidade de uma das obras.
Com a anulação, novas etapas de instrução serão realizadas, incluindo a análise das obras por Eugênia Volpi e a produção de um novo laudo pericial. A desembargadora decidiu que o julgamento será convertido em diligência, considerando os recursos prejudicados até que as novas evidências sejam apresentadas.
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