Dois policiais militares foram presos em Santaluz, Bahia, durante a Operação Salvaguarda, por obstrução de Justiça e ameaça. Eles agrediram uma testemunha para impedir que ela falasse sobre homicídios relacionados a milícias. Os policiais já estavam sendo investigados na Operação Urtiga, que começou em junho de 2023, por crimes de homicídio e organização criminosa. O Ministério Público da Bahia informou que os agentes tiraram a testemunha de sua casa e a agrediram fisicamente, além de ameaçá-la de morte se ela insistisse em depor. A testemunha tinha informações importantes sobre pelo menos dois homicídios cometidos pelos policiais. Os mandados de prisão e busca foram cumpridos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, com apoio de outras corregedorias. As ordens foram dadas pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador.
Dois policiais militares foram presos nesta terça-feira, dia 15, durante a Operação Salvaguarda por obstrução de Justiça e ameaça. A prisão ocorreu em Santaluz, Bahia, após os agentes agredirem uma testemunha para impedir seu depoimento sobre homicídios relacionados a milícias.
Os policiais já estavam sob investigação na Operação Urtiga, iniciada em junho de 2023, por crimes de homicídio e organização criminosa. Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), os agentes tiraram a testemunha de sua casa e a agrediram fisicamente para intimidá-la. O caso ocorreu em 25 de fevereiro de 2024.
As agressões foram acompanhadas de ameaças de morte caso a vítima insistisse em prestar depoimento. A testemunha possuía informações relevantes sobre pelo menos dois homicídios cometidos pelos policiais. A pena por homicídio varia de 12 a 30 anos de prisão, conforme o Código Penal brasileiro.
Os mandados de prisão e busca foram cumpridos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), com apoio da Força Correcional Especial Integrada (Force) e das corregedorias da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Militar. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador.
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