A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos anunciou a identificação dos corpos de Dênis Casemiro e Grenaldo de Jesus da Silva, que foram vítimas da ditadura militar no Brasil. Os restos mortais deles estavam escondidos na vala de Perus, em São Paulo. Dênis, que desapareceu em 1971, teve sua identidade corrigida após um erro em 1991, quando ossadas foram atribuídas a ele de forma equivocada. A tecnologia de DNA foi fundamental para a identificação correta, com a ajuda de amostras fornecidas por seus familiares. Grenaldo, um marinheiro que foi preso em 1964, foi morto em 1972 ao tentar capturar um avião e foi enterrado como indigente. A cerimônia de anúncio ocorreu na Unifesp, com a presença de autoridades e familiares, e a ministra dos Direitos Humanos destacou que o dia traz tanto vitória quanto dor. O Ministério também reconheceu a falha do governo na identificação das ossadas de Perus entre 1990 e 2014. Dênis era pedreiro e membro da Vanguarda Popular Revolucionária, e foi torturado e executado pelo DOPS em 1971. A vala de Perus foi descoberta em 1990.
Comissão identifica corpos de desaparecidos políticos na vala de Perus
A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos anunciou a identificação dos corpos do pedreiro Dênis Casemiro e do marinheiro Grenaldo de Jesus da Silva. Os dois foram vítimas da ditadura militar e seus restos mortais estavam ocultos na vala de Perus, na zona norte de São Paulo.
A identificação de Dênis Casemiro, desaparecido em 1971, corrige um erro histórico. Em 1991, ossadas foram erroneamente atribuídas a ele devido a um processo de sobreposição gráfica. A tecnologia de DNA foi crucial para a identificação correta, conforme explicou Samuel Teixeira, coordenador científico da comissão.
Exames de DNA foram decisivos para vincular os perfis genéticos dos familiares de Casemiro aos remanescentes ósseos encontrados. A colaboração dos familiares, fornecendo amostras biológicas, e a abordagem multidisciplinar das ciências forenses foram fundamentais no processo.
Grenaldo de Jesus da Silva, militar da Marinha, foi preso em 1964 e morto em 1972 ao tentar capturar uma aeronave em Congonhas. Ele foi inicialmente sepultado como indigente e constava como desaparecido até a identificação.
A cerimônia de anúncio ocorreu na Unifesp, com a presença de familiares e autoridades. A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, destacou que o dia é de vitória, mas também de dor e consternação. O Ministério reconheceu recentemente a negligência do governo federal na guarda e identificação das ossadas de Perus entre 1990 e 2014.
Dênis Casemiro, pedreiro e integrante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), foi preso, torturado e executado em 1971 pela equipe do DOPS/SP. A vala de Perus foi descoberta em 1990, durante a gestão da então prefeita de São Paulo, Luiza Erundina.
Entre na conversa da comunidade