A Rede Sustentabilidade, partido da ministra Marina Silva, está passando por uma crise interna após a ala de Heloísa Helena vencer um congresso. O grupo de Marina alega que houve fraude nas eleições, com 43% dos delegados cancelados de forma injusta e gastos não aprovados que ultrapassam R$ 1,5 milhão. Eles já entraram com 20 ações judiciais para contestar o resultado e apontam irregularidades financeiras. A ala vitoriosa nega as acusações e diz que são tentativas de desestabilização. Enquanto isso, o futuro de Marina Silva no partido é incerto, com sondagens de outros partidos, como o PSB, acontecendo.
Disputa interna na Rede Sustentabilidade envolve acusações de fraude e judicialização
O grupo político ligado à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, divulgou uma nota oficial denunciando fraude no processo eleitoral interno da Rede Sustentabilidade. A alegação é de manipulação para favorecer a ala liderada por Heloísa Helena, que venceu o congresso partidário.
A ministra e seus aliados afirmam que 43% dos delegados foram cancelados de forma arbitrária e que houve uso indevido da estrutura do partido. A denúncia é acompanhada pela apresentação de 20 ações judiciais que questionam o resultado do congresso e apontam irregularidades financeiras.
Segundo o grupo de Marina Silva, as irregularidades incluem gastos não aprovados que ultrapassam R$ 1,5 milhão, além de acusações de falsidade ideológica. A Justiça já negou um pedido de suspensão do congresso, mas as ações judiciais seguem em andamento.
A ala vitoriosa na disputa, liderada por Heloísa Helena, rebate as acusações, classificando-as como “má-fé”. Paulo Miranda, presidente da comissão eleitoral, alega que a oposição tenta induzir juízes e desembargadores ao erro.
Futuro de Marina Silva na Rede é incerto
Enquanto aguarda decisões judiciais, o futuro da ministra Marina Silva na Rede Sustentabilidade é incerto. Parlamentares e a própria ministra estão sendo sondados por outros partidos, como o PSB, do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Paulo Miranda, presidente da comissão eleitoral, declarou que os questionamentos são fruto da perda de espaço em estados como Bahia, Paraná e Mato Grosso do Sul. Ele afirma que “até o momento, a verdade tem prevalecido” e que as tentativas de obstrução foram infrutíferas.
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