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Incêndio em Ipixuna do Pará destrói casas de três famílias em ataque armado

Homens armados incendiaram casas de três famílias na Fazenda Campo do Boi, em Ipixuna do Pará, em um ataque que expôs a vulnerabilidade dos assentados.

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Na madrugada de quinta-feira (17), homens encapuzados e armados incendiaram as casas de três famílias na Fazenda Campo do Boi, em Ipixuna do Pará, forçando os moradores, incluindo uma mulher grávida e crianças, a deixarem suas residências. As famílias planejam registrar um boletim de ocorrência. A Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil (Contraf Brasil) denunciou o ataque e expressou repúdio, afirmando que é inaceitável colocar vidas em risco por causa de conflitos sobre a terra. O assentamento abriga cerca de 800 famílias e enfrenta uma disputa fundiária que dura desde 2015. A Contraf Brasil destacou a necessidade de ação das autoridades para proteger os moradores. O Ministério do Desenvolvimento Agrário está ciente do caso e busca informações com a Secretaria de Segurança Pública do Pará, mas o governo do estado ainda não se manifestou. A investigação sobre o incidente está em andamento.

Incêndio em assentamento no Pará força famílias a fugirem de suas casas

Três famílias tiveram suas casas incendiadas na madrugada desta quinta-feira (17) na Fazenda Campo do Boi, em Ipixuna do Pará, a aproximadamente 260 quilômetros de Belém. A ação foi realizada por homens encapuzados e armados, conforme denunciado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil (Contraf Brasil).

Moradores, incluindo gestante e crianças, foram retirados das residências antes do ataque. A Contraf Brasil informou que as famílias registrarão boletim de ocorrência ainda hoje. O incidente gerou forte repúdio da entidade, que classificou a situação como inaceitável.

“Não se pode aceitar que vidas sejam colocadas em risco por conflitos fundiários que seguem sem mediação efetiva”, declarou a Contraf Brasil em comunicado. O assentamento, que existe há mais de uma década, abriga cerca de 800 famílias.

Disputa fundiária se arrasta há anos na Justiça do Pará. O conflito, que se estende desde 2015, envolve a posse da terra e a segurança dos moradores. Auri Júnior, coordenador de acesso à terra da Contraf Brasil, ressaltou a importância da atuação das autoridades.

“O que está em jogo são a vida e a dignidade das famílias agricultoras, que querem apenas um pedaço de chão para viver e produzir”, afirmou. É fundamental que as autoridades estaduais e federais se articulem para proteger quem vive e trabalha no campo, completou.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário informou ter conhecimento do caso e busca informações junto à Secretaria de Segurança Pública do Pará. O governo do Pará ainda não se pronunciou sobre o ocorrido. O caso segue em investigação.

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