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Justiça federal rejeita ação que questionava uso de doações pela Igreja Mórmon

Juiz federal arquiva ação contra a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mas questões sobre transparência financeira permanecem.

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Um juiz federal rejeitou uma ação contra a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que acusava a instituição de má gestão das doações. O juiz decidiu que o prazo para reivindicações de fraude havia expirado antes do processo ser iniciado em outubro de 2023. A ação questionava o uso de doações, alegando que a igreja investiu dinheiro em vez de usá-lo para caridade. O caso levantou preocupações sobre a falta de transparência financeira da igreja, que não divulga detalhes sobre seus recursos. Os autores da ação queriam uma entidade independente para supervisionar as doações. O porta-voz da igreja afirmou que as doações são usadas de forma responsável. Essa decisão judicial vem após a igreja ter sido multada em 5 milhões de dólares pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA por ocultar o tamanho de seu portfólio de investimentos. A igreja defende que as contribuições são destinadas a várias atividades religiosas, mas a ação questionava se os investimentos atendem aos desejos dos doadores. Um caso semelhante foi arquivado na Califórnia em 2021 e também foi favorável à igreja.

Justiça dos EUA rejeita ação contra Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

Um juiz federal rejeitou uma ação judicial que acusava a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias de má gestão de doações. A decisão, tomada na quinta-feira, encerra uma disputa sobre o uso de recursos financeiros da igreja.

A ação alegava que a igreja, através de seu braço de investimentos, utilizou centenas de milhares de dólares em doações para investimentos, em vez de destiná-los a fins beneficentes. O juiz Robert Shelby considerou que o prazo de três anos para reivindicações de fraude havia expirado antes do processo ser movido em outubro de 2023.

O caso reacendeu o debate sobre a falta de transparência financeira da igreja, que não divulga publicamente detalhes sobre seus recursos. Os autores da ação buscavam a criação de uma entidade independente para supervisionar os fundos doados e a certificação de uma ação coletiva que poderia envolver milhões de membros.

Em comunicado, o porta-voz da igreja, Sam Penrod, afirmou que as doações são utilizadas de forma cuidadosa e sábia, sob a direção de líderes seniores. Ele ressaltou que a igreja considera as doações como uma “expressão de fé” que permite o cumprimento de sua missão.

A decisão judicial ocorre após a igreja ter sido multada em US$ 5 milhões pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) em fevereiro de 2023. A multa foi aplicada por conta do uso de empresas de fachada para ocultar o tamanho do portfólio de investimentos sob controle da igreja.

A igreja defende que as contribuições dos membros são destinadas a diversas finalidades religiosas, incluindo trabalho missionário, educação, causas humanitárias e construção de templos. A ação judicial questionava se os investimentos em ações, títulos, imóveis e agricultura refletem os desejos dos doadores.

Um caso similar foi arquivado na Califórnia em 2021 por James Huntsman, que buscava a devolução de US$ 5 milhões doados antes de deixar a igreja. O Tribunal de Apelações dos EUA confirmou a decisão favorável à igreja em janeiro deste ano.

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