O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido de Pablo Marçal para retirar o livro “Pablo Marçal – A trajetória de um criminoso”, escrito por Cristiano Silva. A defesa de Marçal alegou que o livro contém informações falsas e prejudiciais à sua imagem, mas o tribunal decidiu que a obra tem um caráter jornalístico investigativo e que há interesse público nas informações apresentadas. Marçal foi condenado em 2010 a quatro anos e cinco meses de prisão por furto qualificado, mas sua pena foi considerada prescrita. Ele também enfrentou um processo por desvio de dinheiro, acusado de criar sites falsos para roubar dados de correntistas. Apesar da decisão, Marçal ainda pode recorrer. O livro foi lançado em outubro de 2024, durante sua campanha para a prefeitura de São Paulo, na qual ele ficou em terceiro lugar.
Justiça de São Paulo mantém livro sobre Pablo Marçal em circulação
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou o recurso de Pablo Marçal, do Partido Republicano Trabalhista (PRTB), para retirar o livro “Pablo Marçal – A trajetória de um criminoso”, de Cristiano Silva. A decisão, divulgada nesta quarta-feira, 16, mantém a obra disponível ao público.
A defesa de Marçal argumentava que o livro continha informações falsas e difamatórias, prejudicando sua imagem. O coach alegava que o título era sensacionalista e que os fatos narrados não correspondiam à realidade.
O TJ-SP considerou que o livro possui caráter jornalístico investigativo e que há interesse público na divulgação das informações. A desembargadora Clara Maria Araújo Xavier ressaltou que a análise sobre possíveis abusos na liberdade de expressão será feita posteriormente.
Condenação por furto e processo por desvio de dinheiro
Pablo Marçal foi condenado em 2010 a quatro anos e cinco meses de reclusão por furto qualificado pela Justiça Federal de Goiás, mas a pena prescreveu. Ele também foi réu em um processo por desvio de dinheiro de contas bancárias, acusado de criar sites falsos para roubar dados de correntistas.
O livro de Cristiano Silva traz à tona o passado de Marçal, com trechos como: “No Brasil tudo o que colocam em molduras bonitas se passa por arte. Foi assim que o ladrão de bancos Pablo Marçal virou coach”.
Novo recurso ainda é possível
Apesar da decisão do TJ-SP, a defesa de Pablo Marçal ainda pode apresentar um novo recurso à Corte. O lançamento da obra ocorreu em outubro de 2024, durante a campanha eleitoral para a prefeitura de São Paulo, na qual Marçal ficou em terceiro lugar.
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