O governo do Rio Grande do Sul comemorou a redução da criminalidade com o programa RS Seguro, que é um dos principais focos da gestão de Eduardo Leite. Entre 2017 e 2024, os homicídios caíram 57%, passando de 3.371 para 1.701, enquanto os roubos de veículos diminuíram 87% e os roubos de pedestres caíram 78%. O programa utiliza tecnologia, como geolocalização e inteligência artificial, e integrou as Polícias Civil e Militar. Também foram investidos em câmeras para a Brigada Militar e em um sistema de dados para monitorar a criminalidade em áreas prioritárias. Além disso, o governo criou uma penitenciária de segurança máxima para líderes de facções e anunciou ações preventivas para jovens em comunidades vulneráveis. Especialistas elogiaram o programa, destacando a colaboração entre diferentes órgãos de segurança.
RS Seguro: Governo Leite comemora queda expressiva nos índices de criminalidade
O governo do Rio Grande do Sul realizou um evento em Porto Alegre para celebrar os resultados do programa RS Seguro, vitrine da gestão de Eduardo Leite. A iniciativa demonstra a importância do debate sobre segurança pública para as eleições de 2026, com destaque para a redução significativa de crimes no estado.
Queda nos números e estratégias do programa
Com o uso de geolocalização do crime e inteligência artificial, o Rio Grande do Sul registrou uma queda de 57% nos homicídios entre 2017 e 2024, passando de 3.371 para 1.701 casos. Os roubos de veículos diminuíram 87%, de 17.872 para 2.286, e os roubos de pedestres caíram 78%, de 67,4 mil para 15,1 mil.
Integração e investimento em tecnologia
A partir de 2019, o Estado integrou as áreas de atuação das Polícias Civil e Militar, seguindo modelo implementado em São Paulo. Foi criado um sistema de dados para acompanhar as tendências da criminalidade em 23 municípios prioritários, que concentram 44% da população e 72% dos crimes violentos. O governo investiu em tecnologia para a perícia e adquiriu mil câmeras corporais para a Brigada Militar.
Dissuasão focada e sistema prisional
O programa aposta na dissuasão focada, estratégia que surgiu nos Estados Unidos, e no isolamento das lideranças criminosas. Uma penitenciária de segurança máxima foi construída para abrigar 76 líderes de facções, evitando a interação com organizações como o PCC e o CV. A desativação da Cadeia Central de Porto Alegre, conhecida como “o pior presídio do mundo”, também faz parte da estratégia.
Ações preventivas e acordo para dados estatísticos
O governo anunciou um programa de ações preventivas para comunidades vulneráveis, visando oferecer perspectivas de futuro aos jovens. Foi assinado um acordo entre as secretarias de Saúde e Segurança Pública para evitar distorções nos dados estatísticos sobre mortes violentas, um problema antigo no país.
Reconhecimento de especialistas
Especialistas em segurança pública elogiaram o programa RS Seguro, destacando a participação do sistema prisional, do Ministério Público e do Judiciário. Joana Monteiro, da FGV, ressaltou a importância da adesão dos policiais, mesmo sem bonificação por resultados. Carolina Ricardo, do Instituto Sou da Paz, considerou o programa um modelo para o país.
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