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Polícia Federal alerta para riscos de vazamentos em investigações do STJ e pede transferência para o STF

Polícia Federal alerta sobre riscos de vazamentos de informações sigilosas no STJ e pede transferência de inquérito para o STF. Investigação se conecta à Operação Sisamnes, que apura venda de decisões judiciais.

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A Polícia Federal está investigando vazamentos de informações sigilosas do Superior Tribunal de Justiça e pediu para que um inquérito sobre esses vazamentos seja transferido para o Supremo Tribunal Federal. A PF mencionou que há riscos de novas divulgações. O inquérito investiga vazamentos relacionados a um caso que apura a venda de decisões judiciais, conhecido como Operação Sisamnes. A última fase dessa operação foca em vazamentos internos, sem indícios de envolvimento de um lobista específico. As investigações começaram com a Operação Maximus, que apurava vendas de decisões no Tribunal de Justiça do Tocantins, e uma gravação recente revelou uma conversa sobre informações sigilosas entre um sobrinho do governador e um desembargador. O ministro do STF, Cristiano Zanin, autorizou buscas e apreensões ligadas aos vazamentos e destacou a relação entre esses casos. Atualmente, gabinetes de quatro ministros do STJ estão sendo investigados, e a última fase da operação resultou na prisão de um sobrinho do governador e na execução de mandados de busca.

PF investiga vazamentos de informações sigilosas do STJ e pede transferência de inquérito ao STF

A Polícia Federal (PF) solicitou a transferência de um inquérito sobre vazamentos de informações investigativas do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para o Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi motivada por “riscos concretos” de novas divulgações, conforme documento obtido pela *Folha*.

O inquérito apura a probabilidade de vazamento de informações de um caso que investiga justamente o vazamento de operações policiais em gabinetes do STJ. A PF destacou que, diante desse cenário, a atuação do STF é necessária para garantir a continuidade das investigações.

Operação Sisamnes e conexões com o caso do Tocantins

A solicitação da PF está relacionada à Operação Sisamnes, que investiga suspeitas de venda de decisões judiciais em gabinetes do STJ. A última fase da operação, no entanto, foca em vazamentos de informações internas, sem indícios de envolvimento do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves.

Investigações iniciadas a partir da Operação Maximus, sobre vendas de decisões do Tribunal de Justiça do Tocantins, levantaram suspeitas de vazamentos. Uma gravação de junho de 2024 revelou conversa entre um sobrinho do governador Wanderlei Barbosa e um desembargador sobre informações sigilosas do STJ.

Zanin autoriza buscas e apreensões e vincula caso à Sisamnes

O ministro Cristiano Zanin, do STF, autorizou buscas e apreensões relacionadas aos vazamentos, após pedido da PF em fevereiro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou “estrita relação” entre as investigações de vazamentos e o caso das vendas de decisões no STJ.

Em decisão de 17 de março, Zanin vinculou o caso à Operação Sisamnes, destacando a semelhança no *modus operandi* entre as investigações. O ministro ressaltou que a atuação do STF é crucial diante da gravidade dos fatos narrados pela PF, que mencionam, de forma verdadeira ou não, ministros do STJ.

Investigações em gabinetes de ministros do STJ

Atualmente, gabinetes de ao menos quatro ministros do STJ são investigados nos inquéritos que tramitam no STF: Og Fernandes, Isabel Gallotti, Nancy Andrighi e Paulo Moura Ribeiro. A última fase da Sisamnes resultou na prisão preventiva de Thiago Barbosa de Carvalho, sobrinho do governador Wanderlei Barbosa, e no cumprimento de mandados de busca e apreensão.

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