Um julgamento em massa começou em Istambul, envolvendo 190 pessoas, incluindo jornalistas e ativistas, acusados de participar de protestos contra a prisão do prefeito Ekrem Imamoglu. As penas podem ser de seis meses a cinco anos. O julgamento ocorre em duas salas do Palácio de Justiça Caglayan, e a defesa dos jornalistas argumenta que eles estavam apenas exercendo seu direito de informar. Do lado de fora, familiares e apoiadores protestaram pacificamente, usando balões como símbolo de liberdade de expressão. O Ministério Público de Istambul informou que 819 pessoas estão sendo processadas por envolvimento nos protestos. A Human Rights Watch criticou os julgamentos, chamando-os de um aviso contra o direito ao protesto pacífico. Imamoglu foi preso em março, acusado de liderar uma organização criminosa e de fraudes, o que gerou os maiores protestos antigovernamentais na Turquia em dez anos, resultando na detenção de mais de 1.400 pessoas. As manifestações foram reprimidas pela polícia, com relatos de violência em Istambul e Ancara.
Julgamento em massa de ativistas e jornalistas começa em Istambul
Istambul – Um julgamento em massa de 190 pessoas, incluindo jornalistas e ativistas, teve início nesta sexta-feira, 18, em Istambul. O processo está relacionado a protestos contra a prisão de Ekrem Imamoglu, prefeito da cidade e principal rival do presidente Recep Tayyip Erdogan. As penas podem variar de seis meses a cinco anos de prisão.
O julgamento ocorre em duas salas do Palácio de Justiça Caglayan, com réus acusados de envolvimento nos protestos realizados no mês passado. Oito jornalistas, detidos durante a cobertura dos atos, também estão entre os acusados. A defesa solicitou a anulação do processo, argumentando que os jornalistas exerciam seu direito constitucional de informar.
Direitos de expressão em questionamento
Do lado de fora do tribunal, familiares e apoiadores dos estudantes detidos realizaram um protesto pacífico. O grupo utilizou balões como símbolo da liberdade de expressão e do direito à educação. Segundo o Ministério Público de Istambul, 819 pessoas estão sendo processadas por participação nos protestos.
Hugh Williamson, diretor da Human Rights Watch (HRW) na Europa, criticou os julgamentos. Ele os descreveu como um “aviso contra o exercício dos direitos ao protesto pacífico ou à liberdade de expressão”. A HRW pediu a retirada das acusações, alegando falta de evidências concretas.
Prisão de Imamoglu gerou protestos
Ekrem Imamoglu foi preso em 19 de março, acusado de liderar uma organização criminosa e de envolvimento em fraudes e corrupção. A acusação também inclui alegações de ligação com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado terrorista pelo governo turco. O prefeito nega todas as acusações, classificando-as como “calúnias”.
A prisão de Imamoglu desencadeou os maiores protestos antigovernamentais na Turquia em uma década, com mais de 1.400 pessoas detidas. As manifestações foram reprimidas pelas forças de segurança, com relatos de violência policial em Istambul e Ancara.
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