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Detenção de casal americano na fronteira gera polêmica e medo de represálias

Cidadão americano relata detenção desumana na fronteira dos EUA, levantando preocupações sobre o tratamento de viajantes e possíveis retaliações.

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Bachir Atallah, um cidadão americano, e sua esposa foram detidos por agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) ao voltarem dos Estados Unidos após uma viagem ao Canadá. O incidente aconteceu em um posto de controle em Vermont, onde Atallah foi forçado a sair do carro e algemado, enquanto sua esposa também foi detida e separada dele. Ele descreveu o tratamento como desumano, afirmando que não recebeu explicações sobre a detenção e que temeu por suas vidas. A CBP disse que os agentes seguiram os protocolos e que a inspeção é um procedimento normal, contestando as alegações de Atallah. Durante a detenção, ele se sentiu mal, mas teve medo de buscar ajuda médica. Após três horas, o casal foi liberado, mas Atallah, que agora está no Líbano, expressou preocupação em retornar aos EUA, temendo retaliações por ter falado sobre o ocorrido. O caso levanta questões sobre os direitos dos viajantes e a atuação das autoridades na fronteira.

Cidadão americano relata detenção e tratamento desumano na fronteira com o Canadá

Um cidadão americano, Bachir Atallah, e sua esposa foram detidos por agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) ao retornarem aos Estados Unidos após uma viagem ao Canadá. O incidente, ocorrido no último domingo, gerou preocupação sobre o tratamento de viajantes e possíveis retaliações.

Atallah, natural do Líbano, relatou ter sido abordado em um posto de controle em Highgate Springs, Vermont, e forçado a entregar as chaves de seu veículo. Agentes teriam colocado a mão em suas armas e exigido que ele saísse do carro, sendo posteriormente algemado e levado para uma cela, assim como sua esposa, Jessica.

O casal foi separado e teve seus pertences confiscados. Atallah descreveu a cena como “desumana”, relatando que sua esposa chorava e que ele temeu por suas vidas. Ele alega que não recebeu explicações sobre o motivo da detenção, nem foi informado sobre seus direitos.

A CBP divulgou uma nota afirmando que os agentes agiram de acordo com os protocolos estabelecidos e que a inspeção secundária é um processo “rotineiro e legal”. A declaração contesta as acusações de Atallah, classificando-as como “falsas e sensacionalizadas”.

Durante a detenção, Atallah teria fornecido a senha de seu celular aos agentes, mas não obteve respostas sobre o motivo da prisão. Ele chegou a sentir dores no peito e tonturas, mas recusou atendimento médico por receio de ser levado de volta à cela após a avaliação.

A irmã de Atallah, Celine Atallah, advogada de imigração, recebeu uma mensagem da CBP informando que o casal estava “seguro” e que ficaria no local “por um tempo”. Ela questiona a intenção da mensagem, afirmando que o objetivo era evitar que ela soubesse da situação real.

Após cerca de três horas, o casal foi liberado e expressou alívio ao se sentirem seguros. Atualmente, Atallah está no Líbano visitando familiares e manifestou preocupação em retornar aos Estados Unidos, temendo possíveis retaliações por denunciar o incidente. O caso ocorre em meio a uma campanha de deportação promovida pelo governo e ameaças de prisão de cidadãos americanos, o que intensifica o debate sobre os direitos dos viajantes e a atuação das autoridades de fronteira.

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