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Farsa sobre a saúde de Tancredo Neves é revelada em furo da Folha

Farsa sobre a saúde de Tancredo Neves foi revelada pela Folha, expondo erros médicos que agravaram seu estado. Entenda os detalhes.

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A Folha de S.Paulo revelou em 1985 que a saúde do presidente Tancredo Neves, internado na véspera da posse, era mais grave do que o informado. Inicialmente, os médicos falavam em apendicite e diverticulite, mas o jornal descobriu que ele tinha um tumor benigno no intestino, chamado leiomioma, e que precisava de nova cirurgia. A palavra “tumor” foi mantida em segredo para não alarmar a população durante a transição para a democracia. A equipe da Folha teve dificuldades para obter informações sobre a saúde de Tancredo, e a fonte da notícia ainda é incerta, com especulações sobre quem poderia ter vazado a informação. Investigações posteriores mostraram que erros médicos, como a forma de operar o tumor e a retirada abrupta da ventilação mecânica, pioraram a situação de Tancredo, que acabou falecendo. Após sua morte, o repórter Ricardo Kotscho foi à cidade natal dele, São João del-Rei, para cobrir o funeral e também teve acesso a outras informações importantes sobre o governo.

Folha revelou gravidade da saúde de Tancredo antes da posse

Em 1985, a Folha de S.Paulo divulgou um furo jornalístico que expôs a real condição de saúde do presidente Tancredo Neves, internado na véspera da posse. Inicialmente, a equipe médica divulgava diagnósticos de apendicite e diverticulite, mas o jornal revelou a existência de um leiomioma – um tumor benigno – no intestino do presidente.

A informação exclusiva, obtida pelo publisher Octavio Frias de Oliveira, indicava que Tancredo enfrentava um quadro grave e necessitaria de nova cirurgia. A divulgação da palavra “tumor” foi contida por receio de alarmar a população em um momento político delicado da transição para a democracia.

Fontes diversas confirmaram a informação

Repórteres da Folha relatam a dificuldade em obter informações sobre o estado de saúde de Tancredo. A fonte do furo jornalístico permanece incerta, com especulações apontando para José Serra, José Sarney, um médico do InCor ou Antônio Carlos Magalhães.

Erros médicos agravaram o quadro

Investigações posteriores apontaram uma série de erros médicos no tratamento de Tancredo. A técnica utilizada na remoção do leiomioma, a retirada abrupta da ventilação mecânica e outros procedimentos inadequados contribuíram para agravar o quadro do presidente, culminando em sua morte.

Cobertura do funeral e outros furos

O repórter Ricardo Kotscho foi enviado à cidade natal de Tancredo, São João del-Rei, para cobrir o funeral. Kotscho também teve acesso a outros furos de Octavio Frias, como a nomeação de Luiz Carlos Bresser-Pereira como ministro da Fazenda no governo Sarney, em 1987.

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