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Democrático do Congo proíbe partido de Kabila por supostos laços com rebeldes M23

Ex-presidente Joseph Kabila é acusado de traição e seu partido é banido no Congo, enquanto tensões com o governo atual aumentam.

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O governo da República Democrática do Congo baniu o partido do ex-presidente Joseph Kabila, acusando-o de ter ligações com o grupo rebelde M23, que tomou áreas do leste do país. Kabila, que governou por 18 anos, retornou a Goma, onde o governo o acusou de alta traição e ordenou a apreensão de seus bens. O partido de Kabila, o PPRD, ainda não se manifestou. O governo afirmou que Kabila estaria sendo protegido por inimigos em Goma, enquanto ele nega qualquer ligação com o M23. Kabila deixou o Congo em 2023 para estudar na África do Sul e voltou com a intenção de ajudar a resolver a crise no país. A relação entre Kabila e o atual presidente Félix Tshisekedi se deteriorou desde que a coalizão entre seus partidos foi encerrada em 2020, e a eleição de 2018, que levou Tshisekedi ao poder, foi contestada.

O governo da República Democrática do Congo baniu o partido do ex-presidente Joseph Kabila, acusando-o de envolvimento com o grupo rebelde M23, responsável pela tomada de vastas áreas do leste do país este ano. A medida ocorre após relatos do retorno de Kabila ao país, onde permaneceu por 18 anos.

Kabila, que sucedeu seu pai, Laurent Kabila, assassinado em 2001, retornou à cidade de Goma, conquistada pelo M23 em janeiro. O Ministério do Interior alegou que o partido de Kabila, o PPRD, demonstra uma “atitude ambígua” em relação à ocupação do território congolês pelo grupo rebelde.

O governo congolês acusou Kabila, de 53 anos, de alta traição e ordenou a apreensão de todos os seus bens. A acusação surge em meio a tensões entre o ex-presidente e o atual governo de Félix Tshisekedi.

O PPRD ainda não se manifestou sobre o banimento. Em declaração recente, o governo alegou que Kabila estaria sendo protegido pelo “inimigo” em Goma. O ex-presidente nega ligações com o M23.

Kabila deixou o Congo em 2023, alegando que iria estudar na África do Sul. Em janeiro de 2024, defendeu sua tese de doutorado na Universidade de Joanesburgo sobre a geopolítica das relações africanas com os Estados Unidos, China e Rússia.

O retorno de Kabila ao Congo foi motivado, segundo ele, pelo desejo de ajudar a resolver a crise institucional e de segurança no país. Ele afirmou querer “desempenhar um papel na busca de uma solução” após seis anos de afastamento e um ano de exílio.

Analistas apontam para a ligação entre Corneille Nangaa, líder do grupo político que inclui o M23, e Kabila, já que Nangaa foi chefe da comissão eleitoral durante o governo do ex-presidente. A história de Kabila, que também entrou no Congo pelo leste no final da década de 1990, também é lembrada por muitos congoleses.

A relação entre Kabila e Tshisekedi se deteriorou, e a coalizão entre seus partidos foi formalmente encerrada em dezembro de 2020. A eleição de 2018, que levou Tshisekedi ao poder, foi contestada, com muitos observadores eleitorais afirmando que Martin Fayulu foi o verdadeiro vencedor. Kabila e Tshisekedi negam ter feito um acordo para excluir Fayulu do poder.

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