O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciou um corte de gastos no estado, culpando os vetos do presidente Lula ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados. Essa decisão, publicada em um decreto, aumentará o déficit orçamentário de Minas em R$ 2 bilhões. O vice-governador Mateus Simões afirmou que os vetos prejudicaram o planejamento financeiro do estado, especialmente ao restringir novos empréstimos e impedir o uso de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional para pagar dívidas. A adesão ao programa, que deveria acontecer este ano, foi adiada para o final de 2025, forçando uma revisão do orçamento. A dívida de Minas com a União é de R$ 162,5 bilhões, e o orçamento já previa um déficit de R$ 8,6 bilhões para 2025, que agora pode aumentar. Zema, que já reduziu o número de secretarias e não usa a residência oficial, busca mostrar uma imagem de gestor responsável, contrastando sua administração com a do governo federal.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, decretou corte de gastos no estado, responsabilizando vetos presidenciais ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). A medida, oficializada em decreto neste sábado (19), eleva o déficit orçamentário mineiro em R$ 2 bilhões. A ação intensifica o embate entre Zema e o governo federal, em meio às especulações sobre a candidatura do governador à presidência em 2026.
Segundo o vice-governador Mateus Simões, os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Propag impactaram o planejamento financeiro de Minas Gerais. Dois pontos foram considerados prejudiciais: a restrição à contratação de novos empréstimos e a proibição do uso de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) para amortização da dívida. “O ano estava programado para um desembolso quase R$ 2 bilhões menor, em virtude dos vetos”, declarou Simões.
A adesão de Minas ao Propag, antes prevista para este ano, agora deve ocorrer no final de 2025. O orçamento estadual foi aprovado com base nas condições originais do programa, o que exigiu uma revisão após as alterações promovidas por Lula. O decreto exige que todos os órgãos da administração estadual revisem as programações orçamentárias e apresentem sugestões de cortes à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) em até dez dias.
A dívida de Minas com a União é de R$ 162,5 bilhões. O orçamento aprovado pela Assembleia Legislativa já previa um déficit de R$ 8,6 bilhões para 2025. Com os vetos presidenciais, a projeção é de um aumento de R$ 2 bilhões no déficit. Aliados de Zema defendem que a medida demonstra a postura de austeridade do governador, que reduziu o número de secretarias e não utiliza a residência oficial.
A contenção de despesas é vista como parte da estratégia de Zema para construir uma imagem de gestor responsável, visando as eleições de 2026. O governador tem criticado o aumento do número de ministérios e da máquina pública sob a gestão Lula, buscando um contraste com o governo federal. A medida pode ser usada para estabelecer um “paralelo de responsabilidade” entre sua gestão e a do governo federal, segundo fontes próximas ao governador.
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