Mahmoud Khalil, um estudante da Universidade de Columbia, não conseguiu estar presente no nascimento de seu primeiro filho porque a Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) negou seu pedido de liberação temporária. Khalil, que está detido na Louisiana, foi preso sob a acusação de apoiar o Hamas, mas não há provas apresentadas em tribunal. Sua esposa, Noor Abdalla, expressou sua dor pela separação e disse que a ICE e a administração Trump roubaram momentos importantes da família. Khalil acompanhou o nascimento do filho por telefone e seus advogados estão tentando recorrer da decisão de deportação e questionar a legalidade de sua detenção.
Estudante de Columbia é impedido de ver filho nascer em meio a acusação de apoio ao Hamas
Mahmoud Khalil, de trinta anos, graduado pela Universidade de Columbia, não pôde acompanhar o nascimento de seu primeiro filho nesta segunda-feira. A Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) negou o pedido de liberação temporária para que ele pudesse estar presente no parto, em Nova York.
Advogados de Khalil solicitaram à diretora do escritório de campo da ICE em Nova Orleans, Melissa Harper, que ele fosse liberado por duas semanas. O objetivo era que Khalil pudesse se juntar à esposa, cidadã americana, no nascimento do filho. A solicitação foi negada cerca de trinta minutos após ser enviada.
O caso de Khalil gerou polêmica desde sua prisão, ocorrida em frente à residência da Universidade de Columbia, onde morava com a esposa grávida. Os advogados do estudante ofereceram-se para cumprir quaisquer condições impostas para a liberação, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e comparecimento a verificações regulares.
O Departamento de Segurança Interna e a ICE não responderam imediatamente aos questionamentos da CNN. Khalil está detido em uma instalação da ICE em Jena, Louisiana, a mais de mil quilômetros de sua família. Ele acompanhou o nascimento do filho por telefone.
Esposa denuncia “momentos roubados” pela ICE
Noor Abdalla, esposa de Khalil, declarou que a ICE e a administração Trump roubaram “momentos preciosos” de sua jovem família. “Eu e meu filho não deveríamos estar passando os primeiros dias juntos sem Mahmoud”, disse Abdalla em comunicado à CNN. Ela afirmou que continuará lutando pela liberdade do marido.
Acusação sem provas em tribunal
Embora não tenha sido acusado de nenhum crime, Khalil foi acusado pela administração Trump de apoiar o Hamas, sem que nenhuma evidência tenha sido apresentada em tribunal. Um juiz de imigração considerou Khalil passível de deportação, e seus advogados estão recorrendo da decisão.
Além disso, os advogados de Khalil estão movendo uma ação na justiça federal que questiona a legalidade de sua detenção e busca sua libertação.
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