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Eugênio Aragão defende delegada da PF e nega irregularidades em relatório de inteligência

Eugênio Aragão defende a delegada Marília Alencar, alegando que seu trabalho visava prevenir confrontos eleitorais e não envolvia irregularidades.

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Eugênio José Guilherme de Aragão, ex-ministro da Justiça, defendeu a delegada da Polícia Federal Marília Alencar, que está sendo investigada por supostas irregularidades nas eleições. Ele disse que Marília não fez nada errado e que seu trabalho era identificar riscos de confrontos eleitorais. Aragão explicou que ela criou um relatório para mapear áreas onde poderiam ocorrer conflitos entre apoiadores de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Ele também negou qualquer ligação entre Marília e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, afirmando que eles não se conheciam e que não houve tentativa de influenciar bloqueios de estradas. O advogado questionou um depoimento de um analista da PRF que disse ter recebido ordens para coletar dados de municípios onde Lula teve mais de 75% dos votos. Além disso, Aragão afirmou que Marília não foi omissa em relação aos eventos de 8 de janeiro e que produziu relatórios sobre riscos de atos golpistas. Ele, que conhece Marília há 30 anos, a considera uma profissional íntegra e defendeu sua inocência.

Ex-ministro defende delegada da PF investigada por supostas irregularidades eleitorais

O ex-ministro da Justiça, Eugênio José Guilherme de Aragão, defendeu a delegada da Polícia Federal Marília Alencar, envolvida em investigação sobre supostas irregularidades durante as eleições. A defesa ocorreu em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Aragão afirmou que Marília não cometeu irregularidades e que seu trabalho era identificar possíveis confrontos eleitorais. Segundo o ex-ministro, a delegada elaborou um relatório de inteligência (BI) para mapear áreas de risco entre apoiadores de diferentes candidatos.

Relatório de inteligência visava identificar riscos de confronto

O advogado argumentou que o BI, elaborado por Marília, tinha como objetivo identificar áreas de possível confronto entre apoiadores de Jair Bolsonaro e de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele ressaltou que essa era a função da delegada como diretora de inteligência.

Aragão também negou qualquer conexão entre Marília e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. Ele afirmou que os dois não se conheciam e que não houve qualquer articulação para que o relatório de inteligência influenciasse os bloqueios de estradas.

Analista da PRF questiona coleta de dados em municípios favoráveis a Lula

O advogado questionou o depoimento do analista Clebson Ferreira de Paula Vieira, que relatou ter recebido ordens para coletar dados de municípios onde Lula obteve mais de 75% dos votos no primeiro turno. Segundo o depoimento, o painel com esses dados foi retirado do ambiente do Ministério da Justiça e colocado “offline”.

Delegada produziu relatórios sobre riscos de atos golpistas

Aragão afirmou que Marília, à época subsecretária de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, não foi omissa em relação aos atos do dia 8 de Janeiro. Ele disse que a delegada produziu relatórios de inteligência sobre os riscos de atos golpistas.

O ex-ministro, que conhece Marília há 30 anos, declarou que, apesar de divergências políticas, a delegada é uma profissional íntegra e nunca cometeu irregularidades. “Me convenci da sua inocência e por isso a represento”, afirmou Aragão.

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