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Fusão entre PSDB e Podemos enfrenta desafios em quatro estados e busca novo nome

Fusão entre PSDB e Podemos enfrenta desafios em quatro estados, enquanto Marconi Perillo tenta manter Eduardo Leite no partido.

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A fusão entre o PSDB e o Podemos deve ser oficializada até o final do mês, mas enfrenta conflitos em estados como Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia. Marconi Perillo, presidente do PSDB, e Renata Abreu, do Podemos, estão liderando o processo, que terá o nome provisório de PSDB+Podemos. Perillo quer manter o governador Eduardo Leite no PSDB, já que ele havia pensado em se filiar ao PSD, e acredita que isso pode garantir sua candidatura à presidência. No entanto, há tensões em Pernambuco, onde o PSDB rompeu com a governadora Raquel Lyra, e na Bahia, onde o Podemos apoia o governador do PT, enquanto os tucanos estão na oposição. Em Goiás, a nova sigla deve apoiar Perillo para o governo, o que gera conflitos com aliados do governador Ronaldo Caiado. Em Mato Grosso do Sul, a fusão é bem recebida por alguns líderes do Podemos, mas tucanos ameaçam deixar o partido, especialmente com a possível saída do governador Eduardo Riedel, que também está considerando se filiar ao PSD. Além disso, há planos para que a nova legenda se una em federação com o Solidariedade, mas experiências anteriores do PSDB com federações não foram positivas.

Fusão entre PSDB e Podemos enfrenta resistências em estados-chave

A fusão entre o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e o Podemos, com previsão de oficialização até o final deste mês, enfrenta conflitos internos em pelo menos quatro estados: Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia. A união, impulsionada pelos presidentes das siglas, Marconi Perillo e Renata Abreu, busca fortalecer as legendas para os próximos pleitos.

Articulação avançada e busca por novo nome

Marconi Perillo afirmou que a articulação está em estágio avançado e adiantou que a nova sigla adotará, inicialmente, o nome provisório de PSDB+Podemos. “Vamos realizar uma ampla pesquisa com filiados e cientistas para definir o novo nome e número”, declarou o presidente do PSDB. Perillo também defendeu a escolha de um cachorrinho como mascote da nova legenda.

Estratégia para manter Eduardo Leite no PSDB

A fusão com o Podemos é vista como uma estratégia para manter o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, no PSDB. Leite havia decidido se filiar ao Partido Social Democrático (PSD), mas Perillo acredita que pode assegurar sua candidatura à Presidência da República caso o gaúcho permaneça no partido. “Já comunicamos, eu e Renata, que ele é nosso candidato à Presidência”, afirmou o presidente tucano.

Tensões estaduais e alianças conflitantes

Em Pernambuco, a relação entre PSDB e Podemos é tensa após a ruptura do PSDB com a governadora Raquel Lyra, aliada do Podemos. A situação é semelhante na Bahia, onde o Podemos apoia o governador Jerônimo Rodrigues (PT), enquanto os tucanos fazem oposição. Em Goiás, a nova sigla deve apoiar a candidatura de Marconi Perillo ao governo, o que gera atrito com o deputado federal Glaustin da Fokus, aliado do governador Ronaldo Caiado (União).

Cenário delicado em Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, a fusão agrada aos líderes do Podemos, como a senadora Soraya Thronicke, mas enfrenta resistência de lideranças tucanas, que ameaçam deixar o partido. A iminente saída do governador Eduardo Riedel do PSDB também complica o cenário. Riedel, assim como Leite, recebeu convite para se filiar ao PSD e avalia a possibilidade de não permanecer no PSDB.

Próximos passos e possível federação

Articuladores de ambos os partidos preveem que a fusão seja apenas o primeiro passo, com a expectativa de que a nova legenda se una em federação com o Solidariedade. A experiência do PSDB com federações, no entanto, não foi positiva, com o fim da aliança com o Cidadania em março, após insatisfações durante as eleições de 2024.

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