O Partido Liberal (PL) está passando por disputas internas entre os aliados do presidente Valdemar Costa Neto e os bolsonaristas, especialmente sobre a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. A falta de consenso ficou clara quando quatro deputados não assinaram o pedido de urgência para o projeto, o que gerou descontentamento entre os bolsonaristas. Essa situação é comum no PL, onde já houve disputas por cargos e projetos entre as duas alas. A recente eleição de Paulo Bilynskyj para a presidência da Comissão de Segurança da Câmara exemplifica essas tensões, já que ele teve um embate com Coronel Meira, que também queria o cargo. Além disso, há reclamações sobre a falta de apoio do grupo de Valdemar a eventos organizados por bolsonaristas e a necessidade de os parlamentares arcarem com despesas. Em votações importantes, os deputados do PL já mostraram discordância em temas relevantes para os bolsonaristas. O líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que a abstenção de um deputado foi autorizada por Valdemar devido à amizade dele com um ministro do STF. Apesar das divergências, o PL conseguiu reunir 262 assinaturas para o requerimento de urgência do projeto de anistia, superando o número necessário. O partido quer manter Rodrigo Valadares como relator do projeto, que pode beneficiar políticos como Bolsonaro.
O Partido Liberal (PL) enfrenta disputas internas entre aliados do presidente Valdemar Costa Neto e bolsonaristas, refletindo divergências sobre temas cruciais como a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. A sigla, que possui a maior bancada do Congresso, lida com tensões por poder e cargos.
A falta de consenso sobre a anistia ficou evidente com a abstenção de quatro deputados na assinatura do pedido de urgência do projeto. A decisão gerou insatisfação entre os bolsonaristas, alguns dos quais receberam autorização de Valdemar para não subscreverem a proposta.
Rachas internos são recorrentes no PL. Em outras ocasiões, aliados de Bolsonaro e de Valdemar já mediram forças por projetos e cargos, como a presidência de comissões do Congresso. A ala mais próxima ao presidente da sigla conta com cerca de 25 parlamentares.
A eleição de Paulo Bilynskyj (PL-SP) para a presidência da Comissão de Segurança da Câmara exemplifica a disputa interna. A indicação de Bilynskyj gerou um embate com Coronel Meira (PL-PE), que lançou sua candidatura à revelia de Bolsonaro.
Há também queixas sobre a suposta falta de apoio do grupo de Valdemar aos atos organizados por bolsonaristas nos estados. Parlamentares reclamam da necessidade de arcar com despesas para eventos de Bolsonaro e da falta de foco em pautas econômicas.
Em votações importantes, deputados do PL já demonstraram discordância em temas caros ao bolsonarismo, como a taxação de compras internacionais e o reajuste salarial de servidores públicos. O deputado Bilynskyj criticou a postura dos que se abstiveram em relação à anistia, mencionando possíveis “rabos presos” no Supremo Tribunal Federal (STF).
O líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), confirmou que a liberação para Antônio Carlos Rodrigues (SP) não assinar o pedido de urgência partiu de Valdemar, devido à amizade com o ministro Alexandre de Moraes. Ele minimiza a crise, afirmando que Valdemar e Bolsonaro mantêm um bom convívio, apesar das discordâncias.
Apesar das divergências, o PL conseguiu 262 assinaturas para o requerimento de urgência do projeto de anistia, superando o mínimo necessário. O partido defende a manutenção de Rodrigo Valadares (União-SE) como relator, embora o texto atual possa beneficiar políticos como Bolsonaro.
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