Donald Trump, logo após assumir a presidência, começou a revisar agências do governo em busca de evidências de ações políticas contra ele. Ele demitiu John Bolton, ex-conselheiro de segurança nacional, e removeu o retrato de Mark Milley do Pentágono. Nos primeiros 100 dias de seu novo mandato, Trump aumentou suas ações contra críticos e ex-oficiais, demitindo funcionários do Departamento de Justiça e iniciando investigações. Historiadores afirmam que ele usou o governo para perseguir pessoas que o prejudicaram, algo que não era comum entre os presidentes anteriores. Trump também utilizou decretos para restringir o acesso de opositores a prédios governamentais e revogou autorizações de segurança de ex-funcionários que questionaram suas alegações sobre fraude nas eleições de 2020. O Departamento de Justiça demitiu ou rebaixou muitos funcionários, incluindo aqueles que investigaram o ataque ao Capitólio. Trump criticou o procurador especial Jack Smith, que o acusou de reter documentos confidenciais e conspirar para anular a eleição de 2020, enquanto a Casa Branca defendeu suas ações como parte de um esforço para combater a burocracia.
Trump intensifica retaliações políticas em seus primeiros 100 dias de mandato
Horas após tomar posse, o presidente Donald Trump determinou a revisão de agências governamentais em busca de evidências de supostas “armas” políticas. A ação, em 20 de janeiro, foi acompanhada da remoção do retrato de Mark Milley, ex-chefe do Estado-Maior Conjunto, do Pentágono.
Na mesma data, Trump destituiu John Bolton, ex-conselheiro de segurança nacional, da proteção do Serviço Secreto. A decisão ocorreu após o Departamento de Justiça alegar ameaças do Irã à vida de Bolton, que havia publicado um livro de memórias crítico ao ex-presidente.
Ações contra opositores ganham força
Nos primeiros 100 dias de seu novo mandato, Trump intensificou as ações contra críticos e ex-oficiais, demonstrando um uso sem precedentes do poder presidencial. Demissões no Departamento de Justiça e investigações contra opositores marcaram o período.
Historiadores apontam que Trump utilizou a máquina do Estado para perseguir indivíduos e instituições que o prejudicaram, em uma escala maior do que seus antecessores. “O que é incomum é o presidente usar todo o governo federal para punir diretamente”, afirma Jeremi Suri, historiador da Universidade do Texas em Austin.
Decretos e investigações como ferramentas de retaliação
Trump recorreu a decretos para atingir supostos inimigos, retirando autorizações de segurança, restringindo acesso a prédios governamentais e ordenando investigações. Ele também intensificou investigações no Departamento de Justiça, visando demitir funcionários considerados desleais.
O presidente republicano lançou investigações federais no Maine após divergências com a governadora Janet Mills, e ordenou a revisão de ex-funcionários que questionaram suas alegações de fraude nas eleições de 2020. Em seu primeiro dia no cargo, Trump revogou as autorizações de segurança de 50 ex-funcionários da segurança nacional e de três democratas que concorreram à presidência.
Departamento de Justiça é palco de demissões e rebaixamentos
Nos primeiros 100 dias, o Departamento de Justiça demitiu ou rebaixou dezenas de funcionários, promotores e agentes do FBI, incluindo aqueles envolvidos nas investigações sobre Trump e o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
Em fevereiro, Trump criticou o procurador especial Jack Smith, que o acusou de reter documentos confidenciais e conspirar para anular a eleição de 2020. A Casa Branca defendeu as ações de Trump, afirmando que ele está comprometido em “derrubar a burocracia arraigada” e cumprir suas promessas de campanha.
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