A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em primeiro turno um projeto que dá um reajuste salarial de 2,6% aos servidores públicos municipais. A votação, que ocorreu sob protestos, teve 31 votos a favor e 15 contra. O aumento será aplicado a partir de maio e haverá outro de 2,55% em 2026. No entanto, esse reajuste é considerado abaixo da inflação, que foi de 5,16%. Servidores se manifestaram pedindo um aumento de 12,9%. Durante a sessão, houve momentos de tensão entre os vereadores. A oposição pretende apresentar uma nova proposta com o aumento maior na próxima semana. Outras emendas, como a que propunha aumentar o vale-alimentação e o vale-refeição, foram rejeitadas.
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em primeiro turno, nesta quarta-feira, 22, o projeto do Executivo que concede um reajuste salarial de 2,6% aos servidores públicos municipais. A votação ocorreu sob protestos, com 31 votos a favor e 15 contra. O texto ainda precisa passar por um segundo turno, agendado para a próxima terça-feira, 29, após uma audiência pública convocada pelo vereador Jilmar Tatto (PT).
O projeto, enviado pelo Executivo em abril, prevê um aumento de 2,6% a partir de maio deste ano e outro de 2,55% em 2026. O reajuste é considerado abaixo da inflação acumulada, que foi de 5,16%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo (IPC-Fipe). A oposição criticou o valor do aumento, afirmando que ele estará defasado quando for implementado.
Protestos e Tensão
Servidores públicos se manifestaram em frente à Câmara, exigindo um aumento de 12,9%. Durante a sessão, houve momentos de tensão, com interrupções e ofensas entre vereadores. A vereadora Silvia da Bancada Feminista (PSOL) havia solicitado vista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o que atrasou a tramitação do projeto. A base do governo, no entanto, conseguiu articular uma manobra regimental para acelerar a votação.
A oposição planeja apresentar um substitutivo na próxima semana, propondo o reajuste mínimo de 12,9%. Para que isso ocorra, o texto precisará passar novamente por um congresso de comissões antes de seguir ao plenário. Outras emendas, como a proposta pela vereadora Janaina Paschoal (PP) para reajustar o vale-alimentação e o vale-refeição, foram rejeitadas.
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