Circulam nas redes sociais postagens falsas que dizem que a Folha publicou uma reportagem sobre os cardeais que podem suceder o Papa Francisco, afirmando que apenas dois negros e nenhum LGBTQIA+ estão entre os favoritos. Isso não é verdade. As postagens mostram uma suposta captura de tela do site da Folha com um título que não existe. O jornal não publicou esse conteúdo. A reportagem original, divulgada em 21 de abril, falava sobre doze cardeais favoritos, a maioria europeus, e mencionava também asiáticos e um africano. Após uma atualização, o título mudou para destacar que 80% dos cardeais que elegerão o novo papa foram indicados por Francisco. Além disso, o falso título tem erros de formatação que não são usados pelo jornal. Essa desinformação aparece duas semanas depois de outro caso semelhante envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Circulam nas redes sociais postagens falsas que atribuem à Folha uma reportagem sobre os cardeais favoritos para suceder o Papa Francisco. As publicações afirmam que apenas dois negros e nenhum LGBTQIA+ estão entre os candidatos, o que não é verdade.
As postagens apresentam uma suposta captura de tela do site da Folha com o título “Apenas dois negros e nenhum LGBTQIA+. Veja quem são os favoritos para ser o novo Papa.” No entanto, o jornal não publicou tal conteúdo. A manipulação foi feita a partir de uma reportagem original, que foi divulgada em 21 de abril e tinha o título “Saiba quem são cardeais apontados como favoritos para suceder papa Francisco; não há brasileiros na lista”.
A reportagem original mencionava que a lista de doze nomes mais cotados é dominada por europeus, além de incluir asiáticos e um africano. Após atualização, o título passou a ser “Francisco indicou 80% dos cardeais que elegerão novo papa; saiba quem são os apontados como favoritos”.
Além de não ter sido publicada pela Folha, o falso título apresenta erros de formatação, como a palavra “papa” em letra maiúscula e o uso de dois pontos finais, práticas que não são adotadas pelo jornal. Essa desinformação surge duas semanas após outro caso semelhante envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre na conversa da comunidade