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Governo espanhol contrata empresa israelense para fornecer 15 milhões de balas

Ministério do Interior renova contrato com Guardian Defense, agora para 15 milhões de balas e placas balísticas, após polêmicas anteriores.

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O Ministério do Interior da Espanha assinou um novo contrato de 6,6 milhões de euros com a empresa israelense Guardian Defense para fornecer 15 milhões de balas de 9 mm e 463 placas balísticas. Esse acordo vem após uma polêmica em 2020, quando a Guardian Defense entregou 9.216 pistolas Ramon à Guarda Civil, que enfrentaram críticas por falhas no funcionamento. Profissionais relataram que as pistolas falhavam mais do que o modelo anterior, e a empresa alegou que os problemas eram causados pela munição de outros fabricantes. Um relatório interno confirmou falhas no sistema de extração das pistolas. O contrato de 2020 foi fechado após a Guardian Defense oferecer um preço com desconto, que era mais baixo do que o da Glock, que é usada por outras forças de segurança. O governo informou que, até janeiro de 2023, 87 pistolas Ramon apresentaram problemas, levando a empresa a fazer atualizações. O novo contrato, publicado recentemente, também inclui a compra de placas balísticas para os chalecos antibalas dos agentes do Serviço Marítimo da Guarda Civil e foi assinado em 10 de abril, representando um investimento de mais de 300 mil euros.

O Ministério do Interior da Espanha firmou um novo contrato de 6,6 milhões de euros com a empresa israelense Guardian Defense para o fornecimento de 15 milhões de balas de 9 mm e 463 placas balísticas. Este acordo segue uma polêmica anterior envolvendo a mesma empresa, que em outubro de 2020 forneceu 9.216 pistolas Ramon à Guarda Civil.

As pistolas Ramon enfrentaram críticas por supostos problemas de funcionamento, como falhas ao disparar. Profissionais da Guarda Civil relataram que as armas apresentavam mais falhas do que o modelo anterior. A Guardian Defense atribuiu os problemas à munição de outros fabricantes. Um relatório interno da Guarda Civil reconheceu falhas no sistema de extração da pistola.

O contrato de 2020 foi adjudicado após a Guardian Defense apresentar uma proposta de cerca de três milhões de euros, com um desconto de 30% sobre o preço máximo de licitação. A oferta da Glock, fabricante de pistolas usadas por outras forças de segurança, foi 36 euros mais cara por unidade.

Desdobramentos no Congresso também ocorreram, com partidos como PP e Vox questionando a qualidade das pistolas. Em resposta, o governo informou que, até janeiro de 2023, 87 pistolas Ramon apresentaram problemas durante exercícios de tiro, levando a empresa a realizar atualizações nas peças.

Recentemente, o Boletim Oficial do Estado publicou a nova adjudicação, que inclui a compra de placas balísticas para reforçar os chalecos antibalas dos agentes do Serviço Marítimo da Guarda Civil. O contrato foi assinado em 10 de abril e representa um investimento superior a 300 mil euros.

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