O Prêmio Maria Lúcia Pereira, do Ministério da Justiça, reconhece ideias novas na política sobre drogas. Recentemente, a seleção do prêmio foi suspensa para revisar os projetos, incluindo uma cartilha que ensina jovens a lidar com abordagens policiais, o que gerou polêmica. A cartilha “Deu Ruim? Fica Frio”, da Frente Mineira de Drogas e Direitos Humanos, ajuda os jovens a evitar problemas durante essas abordagens, sugerindo que não andem sozinhos e evitem carregar grandes quantidades de drogas. A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) explicou que a suspensão é para garantir uma análise cuidadosa dos projetos e que ainda não houve decisão sobre a premiação. O prêmio, que soma R$ 1,5 milhão, destina R$ 50 mil para cada projeto selecionado e busca valorizar iniciativas voltadas para jovens em situação de vulnerabilidade. Essa premiação faz parte de uma estratégia criada em 2023 para garantir direitos à população negra e periférica na política sobre drogas.
O Prêmio Maria Lúcia Pereira, promovido pelo Ministério da Justiça, reconhece iniciativas inovadoras na política sobre drogas. Recentemente, a seleção pública do prêmio foi suspensa para análise de projetos, incluindo uma cartilha polêmica que orienta jovens sobre como agir em abordagens policiais.
Entre os projetos habilitados está a cartilha “Deu Ruim? Fica Frio”, da Frente Mineira de Drogas e Direitos Humanos. O documento, dividido em três partes, visa ajudar jovens a evitar conflitos durante abordagens policiais. A cartilha sugere, por exemplo, que os jovens evitem andar sozinhos e não carreguem grandes quantidades de drogas.
A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) informou que a suspensão da seleção é para garantir a análise adequada dos projetos. A nota destaca que “não houve qualquer decisão sobre premiação” e que a responsabilidade pelos projetos é dos autores. A Senad não apoia orientações que possam infringir as leis do país.
O prêmio, que totaliza R$ 1,5 milhão, destina R$ 50 mil a cada iniciativa selecionada. A ação busca mapear e valorizar tecnologias sociais desenvolvidas pela sociedade civil, especialmente voltadas para populações vulneráveis, como jovens negros e periféricos. A premiação integra a Estratégia Nacional de Acesso a Direitos para a População Negra e Periférica na Política sobre Drogas, criada em 2023.
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