Um juiz de Nova York decidiu que um desenho de Egon Schiele deve ser devolvido aos herdeiros de Fritz Grünbaum, um colecionador de arte judeu que foi perseguido durante a Segunda Guerra Mundial. A obra, adquirida pelo Art Institute de Chicago em 1966, foi considerada roubada durante o Holocausto. A juíza Althea Drysdale afirmou que o museu não verificou corretamente a origem do desenho, confiando em documentos que agora são considerados falsos. O Art Institute contestou a decisão, alegando que a obra nunca foi comprovadamente roubada, mas a juíza decidiu que as autoridades de Nova York tinham o direito de agir, já que o desenho passou por uma galeria na cidade. O museu exibiu a obra por muitos anos até que foi apreendida em 2023. Essa decisão é um passo importante para os herdeiros de Grünbaum, que buscam a devolução de outras obras da coleção da família.
Um juiz de Nova York determinou a devolução de um desenho de Egon Schiele, datado de mil novecentos e dezesseis, aos herdeiros de Fritz Grünbaum, um colecionador de arte judeu que foi perseguido durante a Segunda Guerra Mundial. A decisão, proferida pela juíza Althea Drysdale, afirma que a obra foi roubada durante o Holocausto.
O desenho foi adquirido pelo Art Institute de Chicago em mil novecentos e sessenta e seis e faz parte de uma coleção de obras de Schiele que pertenciam a Grünbaum. A juíza apoiou as autoridades estaduais, que alegaram que a obra foi saqueada. Drysdale destacou que o museu não examinou adequadamente a proveniência do desenho, confiando em registros agora desacreditados de Eberhard Kornfeld, um comerciante suíço que afirmava ter comprado a obra da cunhada de Grünbaum.
Evidências apresentadas durante o processo indicaram que Kornfeld forjou documentos para vender as obras de forma discreta. O Art Institute contestou a jurisdição do promotor do distrito de Manhattan, argumentando que a questão era uma disputa civil e que a propriedade nunca foi comprovadamente roubada. No entanto, Drysdale decidiu que as autoridades de Nova York tinham jurisdição, uma vez que o desenho passou por uma galeria nova-iorquina durante uma venda privada.
O museu exibiu a obra por anos até que foi apreendida em dois mil e vinte e três. A disputa legal foi mais rápida do que muitos casos de restituição envolvendo museus de grande porte. Essa decisão representa um avanço significativo para os herdeiros de Grünbaum, que buscam a restituição de outras obras da coleção familiar. A nova determinação ocorre um ano após uma vitória temporária do museu sobre a propriedade do desenho.
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