A Polícia Federal investiga um esquema de corrupção que envolve sete desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Um relatório foi enviado ao Supremo Tribunal Federal com provas de venda de sentenças judiciais e fraudes em licitações. O documento pede a abertura de ação penal e o afastamento dos envolvidos. Os desembargadores identificados são Alexandre Aguiar Bastos, Marcos José de Brito Rodrigues, Sergio Fernandes Martins, Sideni Soncini Pimentel, Vladimir Abreu da Silva, além dos aposentados Julio Roberto Siqueira Cardoso e Divoncir Schreiner Maran. O conselheiro do TCE, Osmar Jeronymo, também está entre os investigados. A PF descobriu que os desembargadores estavam divididos em dois grupos e que alguns filhos atuavam como advogados, ajudando a esconder o fluxo de dinheiro. Aproximadamente R$ 3 milhões em espécie foram apreendidos na casa de um desembargador aposentado. O ministro Cristiano Zanin decidiu manter o afastamento dos magistrados, enquanto as defesas negam as acusações. Um advogado também foi identificado como operador do esquema. Essa investigação é parte da Operação Mineração de Ouro, que já havia apurado fraudes em licitações em 2021. O Tribunal de Justiça afirmou que os investigados terão direito à defesa e que os fatos estão sendo investigados.
A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de corrupção que envolve sete desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) e um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O relatório, apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF), contém evidências de venda de sentenças judiciais e fraudes em licitações.
O documento, que é sigiloso, pede a abertura de ação penal e o afastamento dos envolvidos. A PF identificou os desembargadores Alexandre Aguiar Bastos, Marcos José de Brito Rodrigues, Sergio Fernandes Martins, Sideni Soncini Pimentel, Vladimir Abreu da Silva, além dos aposentados Julio Roberto Siqueira Cardoso e Divoncir Schreiner Maran. O conselheiro do TCE, Osmar Jeronymo, também está entre os investigados.
A PF relata que os desembargadores estavam divididos em dois núcleos, com participação de filhos que atuavam como advogados. Um dos núcleos teria vendido sentenças relacionadas à alienação de uma fazenda. As investigações revelaram que os filhos usavam seus escritórios para ocultar o fluxo de dinheiro. A PF apreendeu cerca de R$ 3 milhões em espécie na residência de um desembargador aposentado.
O ministro Cristiano Zanin decidiu manter o afastamento dos desembargadores e do conselheiro. As defesas de alguns dos magistrados negam as irregularidades. O advogado de Sideni Pimentel afirmou que ele nunca atuou em casos envolvendo seus filhos. A PF também identificou um advogado como operador do esquema, suspeito de extorsão e falsificação de documentos.
Essa investigação é um desdobramento da Operação Mineração de Ouro, que em 2021 apurou fraudes em licitações e superfaturamento de obras no TCE. Na ocasião, a PF apreendeu R$ 1,6 milhão e outras quantias em moeda estrangeira. O TJ-MS declarou que os investigados terão direito à defesa e que os fatos estão sob investigação.
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