A exploração de minério de ferro na Serra do Curral, em Belo Horizonte, está sob investigação após uma operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União. Essa ação, realizada no final de março, resultou na apreensão de documentos e no sequestro de bens que somam R$ 832 milhões, ligados a um esquema de extração ilegal de minério que ocorreu até 2018. A empresa Empabra, que operava na área, usou um plano de recuperação ambiental como desculpa para suas atividades ilegais, mesmo com a proibição da exploração desde 1990. A Empabra tinha autorização até 2008, mas irregularidades começaram a ser identificadas em 2014, especialmente com a entrada de novos sócios. Funcionários da Agência Nacional de Mineração foram acusados de receber propinas para permitir que a empresa continuasse suas operações. Um dos sócios, Lucas Kallas, tem conexões políticas e sua empresa comprou uma concessão importante recentemente. As investigações ainda estão em andamento e podem trazer mais informações à Justiça.
A exploração de minério de ferro na Serra do Curral, em Belo Horizonte, enfrenta novas revelações após uma operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU). A ação, realizada no final de março, resultou na apreensão de documentos e no sequestro de bens totalizando R$ 832 milhões, relacionados a um esquema de extração ilegal de minério que se estendeu até 2018.
As investigações apontam que a Empabra, responsável pela Mina Granja Corumi, teria utilizado um plano de recuperação ambiental como fachada para suas atividades ilegais. Desde 1990, a exploração na área é proibida, após o tombamento da Serra como patrimônio histórico. A Empabra operou legalmente até 2008, quando seus proprietários, Juarez de Oliveira Rabello e João Henrique Pereira, firmaram um PRAD (plano de recuperação da área degradada) que permitia a retirada de minério estocado.
A partir de 2014, a PF confirmou irregularidades associadas à entrada de novos sócios na empresa, como Lucas Prado Kallas e Luis Fernando Franceschini. A investigação revelou que servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM) receberam propinas para facilitar a continuidade das operações da Empabra. Dois desses servidores, Leandro César Ferreira de Carvalho e Claudinei Oliveira Cruz, foram demitidos após a operação.
Lucas Kallas, conhecido por sua atuação no setor de mineração, possui laços políticos significativos e já foi elogiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em fevereiro, sua empresa, Cedro Participações, adquiriu a concessão do Porto de Itaguaí por R$ 3,6 bilhões. Apesar de sua assessoria afirmar que ele não teve relação direta com a Empabra, as investigações indicam que as irregularidades ocorreram durante seu envolvimento com a empresa.
A PF continua a apuração do caso, que ainda não resultou em denúncias formais. O material apreendido pode trazer novos elementos para a Justiça, enquanto a polêmica sobre a exploração de minério na Serra do Curral persiste.
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