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Guido Mantega é substituído antes da assembleia de acionistas da Eletrobras

Guido Mantega não será mais conselheiro fiscal da Eletrobras, a apenas cinco dias da assembleia que votará a ampliação do poder do governo na empresa.

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Guido Mantega não fará mais parte do conselho fiscal da Eletrobras, segundo informações divulgadas pelo colunista Lauro Jardim. O Ministério de Minas e Energia anunciou que ele será substituído por outra pessoa, com a mudança ocorrendo apenas cinco dias antes da assembleia de acionistas, marcada para o dia 29, onde será votado um acordo que aumenta a participação do governo na empresa. O acordo permitirá ao governo ter mais duas cadeiras no conselho de administração e uma no conselho fiscal. A escolha do novo nome para o conselho deve acontecer até a próxima terça-feira, e a vaga de Mantega teria um salário de R$ 13 mil mensais.

O economista Guido Mantega não fará mais parte do conselho fiscal da Eletrobras. A informação foi divulgada na tarde desta quinta-feira, 24, pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O Ministério de Minas e Energia comunicou internamente que Mantega será substituído por outro nome, conforme documento datado de terça-feira, 22.

Mantega foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de março, em uma estratégia para aumentar a participação do governo na administração da Eletrobras. A mudança ocorre a apenas cinco dias da assembleia de acionistas, marcada para o dia 29, onde será votado um acordo que amplia o poder da União na empresa.

O acordo permitirá ao governo ocupar mais duas cadeiras no conselho de administração e uma no conselho fiscal. Além disso, a proposta deverá ser analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após a assembleia. No dia da indicação de Mantega, o Palácio do Planalto anunciou outros nomes para o conselho de administração, incluindo Maurício Tolmasquim, ex-diretor da Petrobras, e os ex-ministros Silas Rondeau e Nelson Hubner.

A decisão de Mantega de não assumir a posição foi comunicada a aliados, que relataram que a escolha de um novo nome deve ocorrer até a próxima terça-feira. O ministério, liderado por Alexandre Silva, ainda não se manifestou sobre a substituição. A vaga que seria ocupada por Mantega renderia um salário de R$ 13 mil mensais.

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