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Pope Francis deixa legado de esperança e paz em visita à África durante seu papado

Líderes africanos celebram o legado de compaixão e justiça social do Papa Francisco, destacando sua luta pela paz e unidade inter-religiosa.

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A morte do Papa Francisco fez com que muitos lembrassem de sua visita à República Centro-Africana em 2015, onde ele promoveu a paz em meio a conflitos religiosos. Durante essa visita, ele entrou em uma mesquita e pediu que as pessoas rejeitassem o ódio e a violência. Líderes e fiéis da África destacam seu legado de compaixão e justiça social. Em várias cidades africanas, como Nairobi e Lagos, homenagens foram feitas, incluindo um retrato em grafite e um livro de condolências. O padre James Rombe recordou o gesto do Papa ao beijar os pés de líderes em conflito, simbolizando esperança e paz. Francisco visitou dez países africanos, sempre defendendo a fraternidade entre religiões e denunciando a exploração colonial. Apesar de algumas discordâncias, muitos reconheceram sua luta pela justiça. Hoje, cerca de um em cada cinco católicos vive na África, refletindo uma mudança na liderança da Igreja, que agora é mais africana. O arcebispo de Maputo lembrou que Francisco sempre esteve ao lado dos pobres e marginalizados, e sua memória continua viva entre os africanos.

BANGUI, República Centro-Africana — A morte do Papa Francisco trouxe à tona lembranças de sua visita à República Centro-Africana em 2015, quando ele promoveu a paz em meio a um cenário de violência inter-religiosa. Na ocasião, o pontífice percorreu um bairro de maioria muçulmana em Bangui, desafiando as divisões religiosas ao entrar em uma mesquita e pedir que as pessoas dissessem “não” ao ódio e à violência.

Líderes e fiéis de diversas partes da África relembram o legado de compaixão e justiça social deixado por Francisco. “Cristãos e muçulmanos que costumavam se encarar se reconciliaram,” afirmou Ella Carine Kossingou, residente de Bangui. Mesmo não sendo católica, ela destacou a importância da presença do Papa em seu país.

Em várias nações africanas, como Quênia e Nigéria, as homenagens ao Papa se multiplicaram. Em Nairobi, um artista de grafite finalizou um retrato dele, enquanto em Lagos, fiéis assinaram um livro de condolências. Em Juba, na Sudão do Sul, o padre James Rombe recordou o momento em que Francisco beijou os pés de líderes em conflito, ressaltando a mensagem de esperança e paz que ele transmitiu.

Visitas e Legado

Durante seu papado, Francisco visitou dez países africanos, promovendo a fraternidade entre diferentes religiões e denunciando a exploração colonial. O padre Michael Nsikak Umoh, da Conferência dos Bispos Católicos da Nigéria, destacou que o Papa foi claro ao pedir que as potências mundiais parassem de explorar o continente.

Apesar de algumas discordâncias com líderes conservadores da Igreja, muitos reconheceram sua dedicação à justiça. O padre Tryvis Moyo, secretário-geral da Conferência Episcopal da África, o descreveu como um “pastor fiel” que se tornou a consciência do mundo.

Crescimento do Catolicismo na África

Atualmente, cerca de um em cada cinco católicos vive na África, com mais de 281 milhões de fiéis no continente. A historiadora Elizabeth Foster observou que a Igreja Católica passou de uma instituição predominantemente europeia para uma que agora é liderada por africanos, refletindo uma mudança significativa na dinâmica religiosa.

Dom João Carlos Nunes, arcebispo de Maputo, lembrou que Francisco sempre se posicionou ao lado dos pobres e marginalizados, ensinando a importância da acolhida e do amor. A memória do Papa Francisco continua viva entre os africanos, que reconhecem seu papel como um líder que buscou unir diferentes culturas e religiões.

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