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Pope Francis reconhece erros e transforma relação com a imprensa após escândalo de abusos

Papa Francisco reflete sobre sua evolução na gestão de abusos sexuais e revela mudança de datas de viagem para atender jornalista.

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O Papa Francisco disse que uma conferência de imprensa em 2018 mudou sua visão sobre os escândalos de abuso sexual na Igreja. Durante uma entrevista em 2023, ele comentou que a conversa com jornalistas, especialmente sobre o bispo Juan Barros no Chile, foi importante para entender melhor o problema. Em 2018, o Papa foi criticado por defender Barros, que era acusado de encobrir abusos. Na época, ele afirmou que não havia vítimas, mas a jornalista insistiu que havia relatos. Essa troca de palavras gerou um grande debate e mostrou a falta de sensibilidade do Papa em relação às vítimas. Depois disso, ele decidiu investigar as alegações e pediu desculpas aos sobreviventes, mostrando que estava disposto a reconhecer seus erros. Em sua entrevista recente, ele lembrou que foi nesse momento que percebeu a corrupção de muitos bispos. A relação do Papa com a imprensa também mudou; antes, ele se sentia desconfortável, mas agora valoriza a comunicação. Recentemente, ele até alterou as datas de uma viagem para que a mesma jornalista pudesse acompanhá-lo, permitindo que ela cobrisse sua última viagem ao exterior, onde continuou seu trabalho, mesmo enfrentando problemas de saúde.

O Papa Francisco reconheceu que a conferência de imprensa de 2018 foi um marco em sua compreensão sobre os escândalos de abuso sexual na Igreja. Durante uma entrevista em 2023, ele admitiu que a troca de palavras com jornalistas, especialmente sobre o caso do bispo Juan Barros no Chile, foi crucial para sua percepção do problema.

Em 2018, o Papa enfrentou críticas severas após defender Barros, acusado de encobrir abusos cometidos pelo padre Fernando Karadima. Na ocasião, Francisco afirmou que não havia vítimas que o acusassem, mas a jornalista que o questionou insistiu que havia relatos de abusos. Essa interação gerou um debate intenso e evidenciou a insensibilidade do Papa em relação ao sofrimento das vítimas.

Após a conferência, Francisco decidiu investigar as alegações e, posteriormente, pediu desculpas aos sobreviventes. Esse episódio foi visto como uma demonstração de sua capacidade de reconhecer erros e mudar de postura. Em sua entrevista recente, ele refletiu sobre o impacto daquela conversa, dizendo: “Foi quando a bomba explodiu, quando vi a corrupção de muitos bispos nisso.”

A relação do Papa com a imprensa também evoluiu ao longo dos anos. Inicialmente, ele mostrava desconforto com jornalistas, mas, com o tempo, passou a valorizar a comunicação direta. Em um momento marcante, Francisco até deu à jornalista o apelido de “la prima della classe”, reconhecendo seu papel em desmascarar a situação.

Recentemente, o Papa alterou as datas de uma viagem para que a jornalista pudesse acompanhá-lo, demonstrando um gesto de consideração. Essa mudança permitiu que ela cobrisse sua última grande viagem ao exterior, onde ele continuou a se dedicar ao ministério, mesmo enfrentando desafios de saúde.

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