A defesa de Fernando Collor pediu prisão domiciliar para o ex-presidente, que está cumprindo pena por corrupção e lavagem de dinheiro. O pedido se baseia em um novo laudo médico que afirma que Collor tem comorbidades graves, como Doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar. No entanto, ele negou ter doenças e disse que não usa medicamentos durante uma audiência recente, o que gerou contradições. Os advogados argumentam que a falta de tratamento pode piorar sua saúde, e o médico destaca que a Doença de Parkinson é progressiva e precisa de acompanhamento. Collor, de 75 anos, foi condenado em maio de 2023 pelo Supremo Tribunal Federal por receber R$ 20 milhões em propinas relacionadas a um esquema de corrupção na BR Distribuidora, que faz parte da Petrobras. A condenação se refere a ações entre 2010 e 2014, quando ele teria influenciado contratos da estatal com uma construtora.
A defesa do ex-presidente Fernando Collor solicitou, neste sábado (26), a prisão domiciliar para o político, que cumpre pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O pedido foi fundamentado em um novo laudo médico que alega a necessidade de acompanhamento médico e uso de medicação.
O laudo, assinado pelo médico Rogério Tuma, menciona que Collor apresenta comorbidades graves, incluindo Doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar. No entanto, durante a audiência de custódia na sexta-feira (25), Collor negou ter qualquer doença e afirmou não fazer uso contínuo de medicamentos, gerando contradição com a defesa.
Detalhes do Pedido
Os advogados de Collor argumentam que a interrupção do tratamento poderia agravar seu estado de saúde. O médico Tuma ressalta que a Doença de Parkinson é progressiva e requer controle clínico periódico. O ex-presidente, de 75 anos, também é destacado como um fator que justifica a solicitação de prisão domiciliar.
Collor foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio de 2023, após ser acusado de receber R$ 20 milhões em propinas relacionadas a um esquema de corrupção na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. As provas incluíram documentos encontrados no escritório do doleiro Alberto Youssef e depoimentos de colaboradores da Operação Lava Jato.
Contexto da Condenação
A condenação de Collor se refere ao período entre 2010 e 2014, quando ele teria influenciado a assinatura de contratos da estatal com a construtora UTC. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em agosto de 2015, e a decisão do STF foi um desdobramento de investigações que revelaram um amplo esquema de corrupção no Brasil.
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