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Defesa pede retirada de tornozeleira eletrônica de Filipe Martins durante julgamento no STF

Advogado de Filipe Martins pede a retirada da tornozeleira eletrônica, enquanto debate sobre sua eficácia em condenações ganha força entre defensores.

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Durante um julgamento no Supremo Tribunal Federal, o advogado de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, pediu a retirada da tornozeleira eletrônica que Martins usa como condição para sua liberdade. Ele está sendo investigado por suposto apoio a tentativas de reverter a derrota eleitoral de 2022 e já passou seis meses em prisão preventiva. O advogado argumentou que a tornozeleira impede Martins de trabalhar e que ele não cometeu crime. Martins está com horários restritos e só pode se deslocar dentro de Ponta Grossa, no Paraná, precisando de autorização para sair. Outros investigados que também usam tornozeleira, como Silvinei Vasques e Anderson Torres, têm opiniões diferentes sobre a eficácia do dispositivo em possíveis condenações. Alguns advogados acreditam que a tornozeleira pode ajudar a evitar a prisão ou diminuir o tempo de detenção se houver condenação.

Durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira, 22, o advogado Sebastião Coelho solicitou a retirada da tornozeleira eletrônica de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro. Martins, que está sob investigação por suposto apoio a tentativas de reverter a derrota eleitoral de 2022, utiliza o dispositivo como condição para sua liberdade, após seis meses de prisão preventiva.

O defensor argumentou que “Filipe Martins não pode trabalhar” e que a tornozeleira é desnecessária, uma vez que ele não cometeu crime. Martins acompanhou o julgamento em Brasília, após autorização judicial. Com a tornozeleira, ele possui horários restritos e pode circular apenas em Ponta Grossa, no Paraná, necessitando de autorização para outros deslocamentos.

Divergências entre Advogados

A defesa de Martins não é unânime entre os advogados de outros investigados que também utilizam tornozeleira. Nomes como Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, e Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, estão em situações semelhantes, mas há divergências sobre a eficácia do dispositivo em futuras condenações.

Alguns advogados acreditam que, diante das acusações, que podem resultar em penas superiores a 40 anos, a tornozeleira pode ser um fator positivo. Um advogado comentou que “a tornozeleira neste momento pode ajudar a escapar da prisão ou ao menos reduzir o período” de detenção, caso haja condenação.

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