Eugênio Aragão, advogado e ex-ministro da Justiça, defendeu Marília de Alencar no Supremo Tribunal Federal, onde ela é investigada por uma suposta tentativa de golpe após a vitória de Lula em 2022. Aragão elogiou a integridade de Marília, com quem tem uma relação de quase 30 anos, e afirmou que ter opiniões políticas diferentes não é crime. Ele expressou desconforto com as críticas que tem recebido, mas reafirmou sua posição de defender Marília, mesmo sem concordar com suas ideias políticas. Durante sua fala, ele comparou sua defesa à de Sobral Pinto, que defendeu Luiz Carlos Prestes durante a ditadura, ressaltando a importância do direito à defesa no processo penal.
Eugênio Aragão, advogado e ex-ministro da Justiça, defendeu a ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, Marília de Alencar, no Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira, 22. Marília é investigada por suposta tentativa de golpe após a vitória do presidente Lula em 2022.
Aragão destacou a integridade de Marília, com quem tem uma relação de quase 30 anos. Ele afirmou que a investigada nunca teve seu currículo manchado e que ter preferências políticas não é crime. A defesa ocorre em meio a investigações que a ligam a ações que dificultaram o voto de eleitores de Lula no segundo turno das eleições.
Durante sua sustentação, Aragão expressou desconforto, mas reafirmou sua consciência tranquila. Ele elogiou a atuação do STF, considerando-o uma “luz” em tempos difíceis. O advogado também mencionou que, apesar de sua defesa, tem sido atacado e chamado de traidor por colegas.
Em uma comparação histórica, Aragão citou o ex-jurista Sobral Pinto, que defendeu Luiz Carlos Prestes durante a ditadura do Estado Novo. Ele enfatizou que o direito à defesa no processo penal é sagrado e que não delegaria sua consciência a outros para evitar críticas. “Estou defendendo Dra. Marília Alencar, mesmo não concordando com suas convicções políticas”, afirmou.
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