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Barroso defende julgamento de Bolsonaro ainda em 2023 para evitar impacto nas eleições

Luís Roberto Barroso, presidente do STF, deseja que o julgamento de Jair Bolsonaro ocorra ainda em 2024, evitando impactos nas eleições de 2026. Ele rejeitou a anistia aos condenados e sugeriu que o Congresso revise as penas. Barroso também comentou sobre a intimação de Bolsonaro, que ocorreu enquanto ele estava na UTI, afirmando que a participação em atividades públicas deve ser consistente. A Corte aguarda a produção de provas e o depoimento de testemunhas antes de decidir sobre o julgamento.

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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, disse que é importante que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus pela tentativa de golpe aconteça ainda este ano. Ele quer evitar que isso afete as eleições de 2026. Barroso também falou sobre a rejeição da proposta de anistia para os condenados pelos eventos de 8 de janeiro, sugerindo que o Congresso poderia revisar as penas. Ele afirmou que o que aconteceu é imperdoável e que algumas penas podem ser muito severas. Além disso, Barroso comentou sobre a intimação de Bolsonaro, que ocorreu enquanto ele estava na UTI, e disse que, se o ex-presidente pode participar de transmissões ao vivo, ele também poderia receber a notificação. A Corte estava esperando o momento certo para fazer a intimação, mas a participação de Bolsonaro em uma live mostrou que ele estava apto a ser citado.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou que é desejável que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros réus por tentativa de golpe ocorra ainda este ano. A intenção é evitar impactos nas eleições de 2026. Barroso destacou a necessidade de ouvir testemunhas e produzir provas antes de confirmar a data do julgamento.

Em entrevista ao jornal O Globo, Barroso também rejeitou a proposta de anistia aos condenados pelos eventos de oito de janeiro, sugerindo que o Congresso poderia revisar as penas. Ele afirmou: “Não acho que seja o caso de anistia, porque anistia significa perdão. E o que aconteceu é imperdoável.” O presidente do STF mencionou que algumas penas podem ser consideradas pesadas e que mudanças na legislação poderiam ser discutidas.

Barroso comentou ainda sobre a intimação de Bolsonaro, que ocorreu enquanto ele estava internado na UTI. O ex-presidente foi notificado na quarta-feira, 23 de abril, sobre a abertura da ação penal. O magistrado argumentou que, se Bolsonaro pode participar de transmissões ao vivo, ele também poderia receber a citação. A Corte aguardava um “momento adequado” para a notificação, mas a participação do ex-presidente em uma live indicou sua capacidade de ser citado.

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