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Collor é preso após escândalo de corrupção e luta por liberdade no Supremo

Fernando Collor, ex-presidente do Brasil, foi preso após condenação por corrupção na BR Distribuidora. Gilmar Mendes tenta amenizar sua situação.

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Fernando Collor, ex-presidente do Brasil, foi preso na última sexta-feira após ser condenado por corrupção em contratos da BR Distribuidora. Essa prisão é o resultado de um longo processo judicial que começou há anos. Collor, que se tornou presidente em 1990 prometendo combater a corrupção, foi afastado em 1992 por acusações de práticas corruptas. Ele voltou à política e foi eleito senador, mas agora enfrenta novas acusações de ter recebido propina para aumentar contratos da BR Distribuidora durante os governos de Lula e Dilma. A defesa de Collor tentou adiar a prisão, mas não conseguiu. Provas como recibos e e-mails mostraram depósitos ilegais em suas contas. O ministro Gilmar Mendes, que já defendeu Collor em outros casos, agora está tentando ajudar o ex-presidente, tendo interrompido o julgamento da prisão e votado para absolver Collor em um caso anterior. Mendes e Collor têm uma relação que remonta ao impeachment de 1992, mas o ministro não se afastou do caso.

Fernando Collor, ex-presidente do Brasil, foi preso na última sexta-feira após ser condenado por corrupção relacionada a contratos da BR Distribuidora. A prisão ocorre após um longo processo judicial que se arrastou por anos, culminando em sua condenação em 2023.

Collor, que foi o presidente mais jovem da história do Brasil, assumiu o cargo em 1990 prometendo combater a corrupção. No entanto, ele mesmo foi acusado de práticas corruptas e afastado do cargo em 1992. Após um período de autoexílio, retornou à política e foi eleito senador em duas ocasiões. Em 2014, foi absolvido em um caso anterior, mas a lentidão da Justiça foi criticada por ministros do Supremo Tribunal Federal.

A nova condenação de Collor se deu por acusações de receber propina para inflar contratos da BR Distribuidora durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. A defesa do ex-presidente tentou adiar a prisão por dois anos, mas não obteve sucesso. Documentos como recibos e e-mails comprovaram os depósitos ilegais em suas contas.

As últimas esperanças de Collor estão nas mãos do ministro Gilmar Mendes, que já atuou em sua defesa em processos anteriores. Mendes interrompeu o julgamento sobre a ordem de prisão e já havia votado para absolver Collor em um caso de propina. A relação entre Mendes e Collor remonta ao processo de impeachment de 1992, mas o ministro não se declarou impedido de julgar o ex-presidente.

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