Alanna Vieira, filha do deputado Adriano Galdino, pode ser nomeada conselheira do Tribunal de Contas da Paraíba, mesmo após ser apontada como funcionária fantasma, recebendo R$ 646 mil sem trabalhar. Os tribunais de contas têm a tarefa de fiscalizar o uso do dinheiro público, mas são frequentemente criticados por nepotismo e por não punirem governantes. O Ministério Público tentou impedir a posse de Alanna, alegando nepotismo indireto, já que sua indicação foi feita pelo governador João Azevêdo, que é aliado de seu pai. Uma auditoria mostrou que Alanna ocupou um cargo por mais de dez anos sem comprovar atividade, e não há registros de seu trabalho na Secretaria de Planejamento. A defesa dela nega as irregularidades e afirma que apresentou documentos que provam sua presença no cargo. O caso levanta preocupações sobre as nomeações de parentes em tribunais de contas, uma prática comum no Brasil. O procurador Roberto Livianu defende a criminalização do nepotismo, enquanto Renato Morgado, da Transparência Internacional, alerta que essas indicações prejudicam a confiança da sociedade nos tribunais e podem favorecer interesses políticos.
Alanna Vieira, filha do deputado estadual Adriano Galdino, pode assumir uma vaga no Tribunal de Contas da Paraíba. A nomeação ocorre em meio a polêmicas, já que ela foi identificada como funcionária fantasma, recebendo R$ 646 mil sem trabalhar.
Os tribunais de contas têm a função de fiscalizar o uso do dinheiro público, mas frequentemente enfrentam críticas por nepotismo e leniência com governantes. O Ministério Público tentou barrar a posse de Alanna, alegando nepotismo indireto, já que a indicação formal foi feita pelo governador João Azevêdo, aliado de seu pai.
Uma auditoria revelou que Alanna ocupou o cargo de agente de programas governamentais por mais de uma década sem comprovação de trabalho. O relatório afirma que não há registros que justifiquem sua atuação na Secretaria de Planejamento. A defesa de Alanna nega as irregularidades e afirma ter apresentado documentos que comprovam sua frequência no cargo.
O caso levanta questões sobre a prática de nomeações de parentes em tribunais de contas, que se tornou comum no Brasil. O procurador de Justiça Roberto Livianu defende a criminalização do nepotismo, ressaltando a falta de regras claras. Renato Morgado, da Transparência Internacional, alerta que essas indicações minam a confiança da sociedade nos tribunais e podem favorecer interesses políticos e privados.
Entre na conversa da comunidade