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Quadrilhas fraudam aposentados do INSS e desviam R$ 6,3 bilhões em esquema criminoso

Quadrilhas fraudam R$ 50 milhões mensais de aposentados, revelando um esquema que envolve 11 entidades e gera apreensões de R$ 1 bilhão.

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A Polícia Federal desmantelou quadrilhas que estavam roubando R$ 50 milhões por mês de aposentados do INSS, usando dados pessoais para fazer descontos indevidos. A operação aconteceu em quatorze estados e em Brasília, resultando na apreensão de bens avaliados em mais de R$ 1 bilhão, incluindo carros de luxo. A Controladoria-Geral da União e o Tribunal de Contas da União também participam das investigações, que podem revelar um desvio total de até R$ 6,3 bilhões. Uma pesquisa mostrou que 97% dos aposentados não autorizaram os descontos. A PF cumpriu 211 mandados de busca e apreensão e prendeu três pessoas. O presidente do INSS foi demitido após a operação, e o ministro da Previdência assumiu a responsabilidade pela indicação dele. A Ambec, uma das entidades investigadas, cresceu de três associados para 600 mil em dois anos. A Justiça já suspendeu suas operações e bloqueou R$ 174 milhões. O governo é criticado pela falta de ações contra as fraudes e pela ausência de medidas de segurança, como a biometria. O caso de uma aposentada que perdeu R$ 45 mensais ilustra a situação de muitos que tentam recuperar seus direitos.

Quadrilhas foram desmanteladas pela Polícia Federal (PF) em uma operação que revelou um esquema de fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As investigações apontam que essas organizações criminosas estavam desviando R$ 50 milhões mensais utilizando dados pessoais dos beneficiários para realizar descontos indevidos.

A operação, que ocorreu em quatorze estados e Brasília, resultou na apreensão de bens avaliados em mais de R$ 1 bilhão, incluindo veículos de luxo como uma Ferrari e um Porsche. A Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) também estão envolvidos nas investigações, que podem revelar um desvio total de até R$ 6,3 bilhões.

Uma pesquisa da CGU com 1.300 aposentados indicou que 97% não autorizaram os descontos. Além disso, 70% das entidades investigadas foram credenciadas pelo INSS sem a documentação necessária. A PF cumpriu 211 mandados de busca e apreensão e prendeu três pessoas durante a operação.

A situação se agrava com a revelação de que o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi demitido após a operação. O ministro da Previdência, Carlos Lupi, afirmou que a responsabilidade pela indicação de Stefanutto era dele. O governo, que já havia sido alertado sobre os descontos indevidos, agora tenta mostrar ação para proteger os aposentados.

Entre os envolvidos, destaca-se a Ambec, uma entidade que, segundo o TCU, tinha apenas três associados em dezembro de 2021, mas cresceu para 600 mil dois anos depois. O empresário Maurício Camisotti é apontado como figura central da organização. A Justiça já suspendeu as operações da Ambec e bloqueou R$ 174 milhões de suas contas.

A inércia do governo em agir contra as fraudes e a falta de medidas de segurança, como a biometria para autorizações de descontos, são criticadas. O caso de Josefa Brito, uma aposentada que perdeu R$ 45 mensais, exemplifica a situação de muitos que lutam para reaver seus direitos.

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