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Quadrilhas roubam R$ 6,3 bilhões de aposentados do INSS com fraudes em descontos

Quadrilhas fraudam aposentados do INSS, desviando R$ 50 milhões mensais. A operação da PF revela um esquema de R$ 6,3 bilhões.

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A Polícia Federal desmantelou quadrilhas que estavam roubando aposentados do INSS, desviando cerca de 50 milhões de reais por mês. A operação resultou em 211 mandados de busca e apreensão em treze estados e no Distrito Federal, além de prisões e bloqueio de bens. As investigações, feitas em conjunto com a Controladoria-Geral da União, mostraram que as quadrilhas usavam dados pessoais dos aposentados para fazer descontos fraudulentos. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União estimou que os desvios podem chegar a 6,3 bilhões de reais, e uma pesquisa revelou que 97% dos aposentados não autorizaram esses descontos. A operação contou com a participação de 700 policiais federais e 60 servidores do INSS, resultando na apreensão de bens avaliados em mais de 1 bilhão de reais, incluindo carros de luxo. O governo anunciou que vai ajudar os aposentados lesados e demitiu o presidente do INSS logo após a operação. O caso de uma aposentada de 74 anos, que teve 45 reais descontados sem autorização, exemplifica a situação. As quadrilhas contaram com a falta de ação de órgãos governamentais e acesso aos dados dos aposentados. As investigações continuam e podem revelar mais detalhes sobre essa rede de fraudes.

Recentemente, a Polícia Federal (PF) desmantelou quadrilhas que estavam roubando aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desviando cerca de R$ 50 milhões mensais. A operação resultou em 211 mandados de busca e apreensão em treze estados e no Distrito Federal, além de prisões e bloqueio de bens.

As investigações, conduzidas pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela PF, revelaram que as quadrilhas operavam em 11 entidades e utilizavam dados pessoais dos aposentados para realizar descontos fraudulentos. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) estimou que os desvios podem chegar a R$ 6,3 bilhões. Uma pesquisa da CGU com 1.300 aposentados mostrou que 97% não autorizaram os descontos.

Na quarta-feira, 700 policiais federais e 60 servidores do INSS participaram da operação, que resultou na apreensão de bens avaliados em mais de R$ 1 bilhão, incluindo veículos de luxo como uma Ferrari e um Porsche. O diretor da PF, Andrei Passos Rodrigues, afirmou que a operação é apenas o início das investigações.

Reação do Governo

O governo, por meio do ministro da Previdência, Carlos Lupi, anunciou que pretende ajudar os aposentados lesados. Lupi demitiu o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, horas após a coletiva de imprensa. Durante a gestão anterior, os desvios aumentaram de R$ 604 milhões para R$ 706,2 milhões. Com o atual governo, os valores saltaram de R$ 1,3 bilhão para R$ 2,6 bilhões.

O caso de Josefa Brito, uma aposentada de 74 anos, ilustra a situação. Ela relatou que a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec) descontava R$ 45 de sua aposentadoria sem autorização. A Ambec, que tinha apenas três associados em 2021, cresceu para 600 mil em um ano, arrecadando R$ 91 milhões.

Conexões e Impunidade

As quadrilhas contaram com a inércia de órgãos governamentais e acesso aos dados dos aposentados. O vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos do Brasil (Sindnapi), José Ferreira da Silva, irmão de Lula, também está entre as entidades investigadas. O juiz Massimo Palazzolo suspendeu as operações da Ambec e bloqueou R$ 174 milhões da entidade e de outras empresas envolvidas.

As investigações continuam, e a expectativa é que novos desdobramentos revelem mais detalhes sobre a rede de fraudes que afetou os aposentados brasileiros.

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