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Barroso se opõe à anistia por atos de vandalismo de 8 de janeiro e defende mudanças na lei

Luís Roberto Barroso, presidente do STF, rejeita anistia para atos de vandalismo de janeiro e defende reavaliação das penas pelo Congresso.

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Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal, se manifestou contra a ideia de anistia para os atos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023. Ele afirmou que a Corte aplicou a lei de forma rigorosa e que, se as penas forem consideradas muito severas, a responsabilidade de reavaliá-las é do Congresso Nacional. Em entrevista ao jornal O Globo, Barroso disse que anistia significa perdão e que o que aconteceu é imperdoável. Ele também comentou sobre o andamento dos julgamentos dos acusados de liderar os atos golpistas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, expressando a expectativa de que esses julgamentos sejam concluídos ainda em 2023 para evitar conflitos com o processo eleitoral. Barroso elogiou o ministro Alexandre de Moraes, reconhecendo sua coragem diante das ameaças e destacando que suas decisões têm o apoio da maioria do Supremo, ressaltando a importância da atuação da Corte em momentos críticos.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, manifestou-se contra a anistia para os atos de vandalismo ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Barroso destacou que a Corte aplicou a lei de forma rigorosa e que, se houver a percepção de penas excessivas, a responsabilidade de reavaliá-las cabe ao Congresso Nacional.

Em entrevista ao jornal *O Globo*, Barroso afirmou: “Não acho que seja o caso de anistia, porque anistia significa perdão. E o que aconteceu é imperdoável.” O presidente do STF ressaltou que a solução para quem considera as penas severas é uma mudança legislativa. Ele também comentou sobre a relação com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, elogiando sua civilidade.

Julgamentos e Prazos

Barroso foi questionado sobre o andamento dos julgamentos dos acusados de liderar os atos golpistas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro expressou a expectativa de que esses julgamentos sejam concluídos ainda em 2023, para evitar que questões jurídicas e o processo eleitoral ocorram simultaneamente. “É melhor que as questões de Direito sejam julgadas em um ambiente não eleitoral,” afirmou.

O presidente do STF também comentou sobre o papel do ministro Alexandre de Moraes, reconhecendo sua coragem diante das ameaças que enfrenta. Barroso declarou: “Acho que ele tem o protagonismo que mereceu, por ter desempenhado bem o papel.” Ele destacou que as decisões de Moraes têm o apoio majoritário do Supremo, enfatizando a importância da atuação da Corte em momentos críticos.

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