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Moradores da Vila Mariana protestam contra pressão de corretores por vendas de imóveis

Moradores da Vila Mariana se mobilizam contra assédio de corretores, enquanto a Prefeitura investiga obras sem alvará na região.

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Moradores da Vila Mariana, em São Paulo, estão protestando contra a pressão de corretores que trabalham para incorporadoras. Eles colocaram placas nas casas dizendo que não estão à venda. Um grupo de resistência se formou, com 35 residências participando. Os moradores criaram um grupo no WhatsApp para trocar informações sobre propostas e evitar contatos indesejados. Também existe um perfil no Instagram chamado Chega de Prédios, que já tem mais de 1.200 seguidores. A Secretaria Municipal de Urbanismo não encontrou pedidos de alvará para as obras mencionadas nas placas. Advogados alertam que o assédio dos corretores pode ser ilegal e sugerem que os moradores busquem ações legais por danos morais. A situação piorou após a revisão do Plano Diretor da cidade, e alguns moradores temem retaliações, o que os leva a manter suas identidades em segredo durante os protestos.

Moradores da Vila Mariana, em São Paulo, intensificaram os protestos contra a pressão de corretores que atuam em nome de incorporadoras. As residências exibem placas com a mensagem “esta casa não está à venda”. A situação é mais crítica no quadrilátero formado pelas ruas Bartolomeu Gusmão, Dona Avelina, Dona Brígida e Dona Inácia Uchôa.

Um grupo de resistência, com trinta e cinco residências participando, se organizou para enfrentar o assédio. Patricia Fox, moradora da região, relatou que os moradores criaram um grupo no WhatsApp para compartilhar informações sobre propostas recebidas e evitar o contato indesejado dos corretores. Além disso, um perfil no Instagram, chamado Chega de Prédios, já conta com mais de 1.200 seguidores.

A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento não encontrou pedidos de alvará para as obras anunciadas nas placas. A advogada Viviane Chu Porcel, do Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário (Ibradim), destacou que o assédio de corretores pode configurar violação de sigilo de dados e até mesmo assédio. Ela sugere que os moradores podem buscar ações legais por danos morais, visando a suspensão dos contatos indesejados.

A pressão sobre os moradores se intensificou após a revisão do Plano Diretor da cidade. Zysman Neiman, que vive na área há vinte e cinco anos, já enfrentou a venda forçada de sua casa e se mudou para uma nova residência nas proximidades. Ele e outros moradores temem retaliações das incorporadoras, o que os leva a manter suas identidades em sigilo durante os protestos.

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