A ONG Educafro Brasil entrou com um pedido de indenização de R$ 50 milhões contra o Shopping Pátio Higienópolis por danos morais coletivos, após um segurança abordar uma jovem branca sobre dois colegas negros que a acompanhavam. O incidente ocorreu em abril e gerou protestos contra o racismo no shopping. A Educafro já havia denunciado outros casos de racismo no local, incluindo abordagens discriminatórias por seguranças. Na ação, a ONG pede que o valor da indenização seja destinado a um fundo público e sugere várias medidas para combater o racismo, como treinamentos para seguranças e apoio a bolsas de estudo para jovens negros. O shopping afirmou que o comportamento do segurança não reflete seus valores e que está tratando o assunto com seriedade. Após o episódio, alunos do Colégio Equipe se reuniram para protestar, exigindo mudanças na administração do shopping.
A ONG Educafro Brasil protocolou um pedido de indenização de R$ 50 milhões contra o Shopping Pátio Higienópolis por danos morais coletivos. A ação foi motivada por uma abordagem racista ocorrida em 16 de abril, quando um segurança questionou uma jovem branca sobre dois colegas negros que a acompanhavam. Os adolescentes, que são amigos da jovem, estavam no shopping após uma aula sobre letramento racial.
Na ação civil pública, apresentada em 25 de abril no Tribunal de Justiça de São Paulo, a Educafro menciona um histórico de práticas racistas no shopping, incluindo incidentes anteriores. Em 2017, um segurança foi acusado de tratar um filho de jornalista como morador de rua, e em 2018, um pai foi orientado a fazer seu filho retirar as mãos do bolso por um segurança. A ONG destaca que o shopping não tomou medidas efetivas para coibir tais práticas.
Medidas Reivindicadas
O Frei David Santos, diretor executivo da Educafro, afirmou que o valor da indenização reflete a gravidade do caso e seu impacto na comunidade afro-brasileira. A ONG solicita que o shopping implemente medidas como:
- Revisão dos contratos de segurança para incluir treinamentos rigorosos.
- Inclusão de cláusulas antirracistas nos contratos com fornecedores.
- Apoio a bolsas de estudo para jovens negros.
Após o incidente, o shopping declarou que o comportamento do segurança não representa seus valores e que o tema está sendo tratado com seriedade. Além disso, alunos do Colégio Equipe realizaram protestos no shopping, exigindo mudanças na administração e na conduta do local.
Reações e Protestos
Os manifestantes, incluindo alunos, pais e professores, criticaram o racismo estrutural e pediram ações concretas. A mãe de um dos adolescentes abordados, Larissa Cunha, expressou a dor emocional que seu filho sentiu durante o episódio, ressaltando a importância de estar com amigos no momento da abordagem.
O shopping afirmou que respeita o direito à livre expressão e que a manifestação ocorreu de forma pacífica. A Educafro aguarda um retorno do shopping sobre a ação judicial.
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