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Organizações de direitos humanos pedem investigação sobre mortes de manifestantes no Quênia

Investigações revelam que forças de segurança do Quênia mataram manifestantes em protestos contra aumento de impostos, gerando clamor por justiça.

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Organizações de direitos humanos pedem investigações sobre a morte de manifestantes pelas forças de segurança no Quênia durante protestos contra o aumento de impostos em junho de 2024. Uma investigação da BBC Africa Eye revelou que três manifestantes foram mortos por membros da segurança em frente ao parlamento, o que gerou indignação pública e pedidos de justiça. A polícia e o exército negam envolvimento, enquanto a oposição afirma que a ação foi premeditada. O governo do Quênia informou que 42 pessoas morreram, mas a Amnesty International afirma que o número é maior, com pelo menos 65 mortos e 89 desaparecidos. A BBC cancelou uma exibição do documentário em Nairobi devido à pressão das autoridades, mas o filme está disponível no YouTube. A polícia disse que não pode investigar a si mesma e que a responsabilidade é da Autoridade Independente de Supervisão Policial. A oposição criticou o governo, afirmando que os ataques a manifestantes foram autorizados por altos escalões. Um legislador pediu a proibição da BBC no país, enquanto outro defendeu a importância do documentário para a verdade e justiça.

Organizações de direitos humanos pedem investigação sobre mortes de manifestantes no Quênia

Organizações de direitos humanos renovaram os pedidos por investigações sobre a morte de manifestantes pelas forças de segurança do Quênia durante os protestos contra o aumento de impostos em junho de 2024. A pressão aumentou após uma investigação da BBC Africa Eye, que revelou que três manifestantes foram mortos por membros das forças de segurança durante os confrontos em frente ao parlamento.

O documentário da BBC, intitulado *Blood Parliament*, expôs a brutalidade das forças de segurança contra os jovens que protestavam no dia em que os legisladores aprovaram o polêmico aumento de impostos. O governo alegou que a medida era necessária para arrecadar R$ 2,7 bilhões e reduzir a dependência de empréstimos externos. A investigação da BBC analisou mais de cinco mil imagens e identificou um policial e um soldado que dispararam contra os manifestantes desarmados.

Reações e pedidos de justiça

A Anistia Internacional e a Comissão de Direitos Humanos do Quênia (KHRC) afirmaram que os oficiais identificados no documentário devem “enfrentar a lei”. A Anistia também denunciou que a resposta das forças de segurança resultou em pelo menos 65 mortes e 89 desaparecimentos durante os protestos, enquanto o governo informou um total de 42 mortes. A KHRC acusou o governo de ter enviado “criminosos organizados em uniformes” para cometer os assassinatos.

Após a exibição do documentário, a Autoridade Independente de Supervisão Policial (IPOA) anunciou que investiga 60 mortes relacionadas aos protestos, das quais 41 foram causadas por disparos. Até o momento, apenas 22 investigações foram concluídas, e duas estão em andamento nos tribunais.

Reações do governo e da oposição

O presidente William Ruto defendeu a polícia contra as acusações de brutalidade e advertiu os cidadãos a não comentarem sobre questões militares. Enquanto isso, a oposição classificou as mortes de manifestantes como uma ação premeditada e exigiu responsabilidade do governo. Um legislador chegou a sugerir a proibição da BBC no Quênia, alegando que o documentário poderia “desestabilizar” o país.

A situação continua tensa, com a sociedade civil clamando por justiça e responsabilização das forças de segurança.

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