O governo Trump demitiu quase 400 cientistas que estavam trabalhando na próxima Avaliação Nacional do Clima, que deve ser publicada em 2028. Essa avaliação é importante porque ajuda a entender como as mudanças climáticas afetam a saúde, a agricultura e a economia dos EUA. A demissão dos colaboradores levanta preocupações sobre o futuro do relatório, que é exigido pelo Congresso. O processo de elaboração do relatório envolve cientistas de várias agências e revisões públicas, mas agora está em risco. A última avaliação, publicada em 2023, já mostrava que as mudanças climáticas estão causando problemas sérios, como aumento de custos com seguros e alimentos. A Casa Branca não comentou sobre as demissões, mas a administração Trump já havia tentado desacelerar a avaliação anterior. Cientistas temem que o novo relatório possa não refletir a ciência atual e que isso prejudique a preparação das comunidades para os riscos climáticos.
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, demitiu quase quatrocentos colaboradores que trabalhavam na próxima Avaliação Nacional do Clima, programada para ser publicada em 2028. A decisão, comunicada por e-mail, levanta preocupações sobre a continuidade e a credibilidade do relatório, que é exigido pelo Congresso.
A Avaliação Nacional do Clima é um estudo abrangente que analisa os impactos das mudanças climáticas em diversas áreas, como saúde, agricultura e recursos hídricos. A última edição foi divulgada em 2023 e já indicava que as mudanças climáticas estão afetando todas as regiões do país, resultando em eventos climáticos extremos mais frequentes e intensos.
Impacto das Demissões
Os pesquisadores que receberam o e-mail foram informados de que o escopo do relatório estava sendo reavaliado. Jesse Keenan, professor da Universidade Tulane e coautor da avaliação anterior, afirmou que a demissão dos colaboradores representa um golpe significativo para o futuro do relatório. Ele destacou que, sem a equipe envolvida, o progresso do trabalho fica comprometido.
A Avaliação é elaborada por cientistas e especialistas que se voluntariam para contribuir. O processo inclui revisões por quatorze agências federais e um período de comentários públicos. A falta de especialistas pode resultar em um relatório que não reflita a ciência climática estabelecida, conforme alertaram cientistas.
Consequências para a Pesquisa Climática
A NASA já havia cancelado um contrato crucial com a ICF International, que fornecia suporte técnico ao Programa de Pesquisa de Mudanças Globais, responsável pela coordenação da avaliação. Essa mudança é vista como um sinal de problemas no processo de elaboração do relatório.
Cientistas expressam preocupação de que o governo possa tentar redigir um novo relatório que minimize os riscos das mudanças climáticas. Meade Krosby, cientista da Universidade de Washington, ressaltou que a avaliação é um recurso vital para comunidades e governos locais, ajudando na preparação para os riscos climáticos.
A Avaliação Nacional do Clima é considerada essencial para a formulação de políticas e decisões sobre financiamento em resposta às mudanças climáticas. A demissão dos colaboradores pode resultar em uma perda significativa de informações que ajudam a entender e enfrentar os desafios impostos pelo aquecimento global.
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