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Zomo desafia proibição de publicidade de fumo com influenciadores e eventos no Brasil

Zomo desafia leis brasileiras ao lançar produto ilegal com influenciadores, enquanto Anvisa intensifica fiscalização sobre o mercado de narguilé.

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A Zomo, uma marca paraguaia de essências para narguilé, está enfrentando problemas legais no Brasil. Desde 2000, a publicidade de produtos de tabaco é proibida no país, e a Anvisa já havia alertado sobre a ilegalidade dos produtos da marca. Recentemente, a Zomo lançou um novo produto em parceria com a Mansão Maromba, promovido por influenciadores, mesmo sem ter registro para venda no Brasil. A Anvisa confirmou que essas propagandas são ilegais. Apesar disso, distribuidoras estão vendendo o produto no Brasil. A Zomo já fez parcerias com várias empresas e influenciadores desde 2019, desafiando as restrições legais. A fábrica paraguaia, que também produz outras marcas de fumo, registrou muitos produtos no Brasil por meio de liminares, contornando as regras da Anvisa. Em 2023, a Anvisa apreendeu um grande estoque de produtos da Zomo que estavam irregulares. Além disso, a marca promove eventos e franquias de narguilé em várias cidades, o que também é ilegal. A Anvisa alertou que a fiscalização desses eventos é responsabilidade das vigilâncias locais.

A marca paraguaia de essências de narguilé, Zomo, lançou recentemente um novo produto em parceria com a Mansão Maromba, promovido por influenciadores. A campanha, que incluiu modelos posando em um evento em São Paulo, gerou polêmica, pois a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) confirmou que a essência não possui registro para venda no Brasil e que as propagandas violam a legislação vigente.

Desde o ano 2000, a publicidade de produtos de tabaco é proibida no Brasil. A Anvisa já havia alertado sobre a ilegalidade dos produtos da Zomo. Apesar disso, a marca tem desafiado as restrições, realizando parcerias com influenciadores e eventos em território nacional. A Anvisa declarou que os produtos da Zomo com a Mansão Maromba não podem ser fabricados ou comercializados no Brasil.

Além das campanhas recentes, a Zomo já havia colaborado com diversas produtoras e artistas, incluindo a produtora de funk Kondzilla e o rapper Gustavo Hungria. A marca, que pertence à fábrica paraguaia Flavors of Americas (FOA), tem utilizado estratégias de marketing que incluem eventos e promoções em lounges de narguilé, desafiando as normas de saúde pública.

A Anvisa também identificou a presença de distribuidoras que promovem e vendem os produtos da Zomo no Brasil, apesar da proibição. A agência ressaltou que as ações de vigilância sanitária são descentralizadas, cabendo às vigilâncias locais a fiscalização de eventos e estabelecimentos que comercializam produtos de tabaco.

A Zomo, que já registrou produtos com aditivos proibidos, continua ativa nas redes sociais, promovendo eventos e parcerias que atraem o público jovem, mesmo com as restrições legais. A situação levanta questões sobre a eficácia da fiscalização e a proteção da saúde pública em relação ao consumo de produtos de tabaco.

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